Saturday, October 28, 2006

pre_conceito

Um dos grandes problemas da política nacional é cada vez mais a desacreditação nos partidos, generalizados como oportunistas, falsos e preguiçosos. É algo sem dúvida preocupante mas que, numa sociedade que apesar de caminhar paulatinamente para uma condição mais adequada a um país desenvolvido continua ainda a ser constituída por pessoas que não conseguem ter uma visão desenvolvida dos fenómenos políticos, é perfeitamete compreensível.

O que, muito sinceramente, me causa maior perplexidade é perceber que grande parte dos estudantes do Ensino Superior (e muitos de Faculdades de Direito) sentem e pensam o mesmo e pior de tudo... não conseguem percebe-lo, preferindo optar por discursos portadores de um pensamento redutor sobre o assunto: "São todos iguais", "Isso não me interessa", "Só querem poleiro".

Alguns não sabem como é composto um partido, como funciona, nem o que defende ao certo mas como sabem como funciona o nosso sistema político julgam estar no direito de chamar todos os nomes aos políticos que o compõem. Sem tentar perceber o porquê das deficiências, ou percebendo-o recusando-lhe uma solução. Afinal é mais fácil usar as frases do costume que já exemplifiquei, acabar com eles e todos e depois se veria...

A mesma situação, e de modo ainda mais acentuado, acontece com as juventudes partidárias. Muitos de nós fazemos parte de qualquer uma delas. Para essas pessoas, para esses colegas, não passamos de alguém que quer ser Primeiro-Ministro (pelo menos...), possuímos uma ambição desmedida que nos permite vender a nossa mãe em caso de necessidade premente e não olhamos a meios para atingir os fins. Isso deixa-me triste. Não porque ache que as jotas e os partidos sejam perfeitos, longe disso: a jota a que pertenço tem muitas das debilidades que também afectam todas as outras e o meu partido às vezes só me desilude enquanto máquina partidária, coisa que acontecerá também com todos os outros. Deixa-me sim triste porque essas pessoas não percebem ou não querem perceber que existe gente disposta a trabalhar desinteressadamente, que simplesmente se identifica com valores comuns a uma jota e por isso sente-se motivado e empenhado em participar nas suas actividades.

Este preconceito é sem dúvida gravíssimo vindo de alunos inteligentes como certamente serão os da Faculdade de Direito de Lisboa. Às vezes nem acredito no quão longe conseguem levar uma ideia pré-concebida que parecem acreditar religiosamente mas que, se pensarem 5 minutos, percebem ser tanto irreal como injusta.

Friday, October 13, 2006

A força das leis politicas

Há cerca de uma hora e meia, estava a sair de uma discoteca e apanhei um taxi. Como de costume o taxista abordou-me sobre a noite, se me tinha divertido ou não e fez-me muitas perguntas sobre a discoteca:
"Mas aquilo estava cheio, não estava?
"Népia, nem por isso. Para o que costuma... mas porquê?"
"Aí há umas horas passei aí e estava cheiíssimo. Mas vi muita miudagem a sair de lá. Uns que vieram aqui comigo, contaram-me que estava dificil para entrar, que já tinham sido expulsos de mais dois ou três sitios porque a semana passada saiu uma reportagem sobre esta discoteca e o facto de o sitio permitir a entrada de miudos com menos de 16 anos." Sim, eu sei. Eu próprio comecei a ir lá com 14 anos. Mas pergunto-lhe, o senhor é contra isso?"
"Claro que sou. Ás vezes apanho miudos com 12, 13 anos aqui em santos á noite e eles vão num estado que ultrapassa o lastimoso. Se um dia a policia lá vai, provavelmente haverão muitos establecimentos a encerrar"
"Eu discordo. - disse logo. Já assisti a rusgas dentro daquele sitio especifico, e nunca foi, como podemos ver, fechado. Aliás até ser percebe. Suponhamos que o senhor, agora e até ali á frente, decide andar a mais 10 Km por hora do que lhe é permitido. Está no fundo a infringir uma lei, do limite de velocidade. Ou se um rapaz estiver na rua e se entusiasmar demasiado com uma rapariga com quem esteja, também pode estar a infringir a lei do pudor. E alguém lhe diria alguma coisa? Em alguma destas situações? Não!"
"Mas devia - Replicou o taxista. Têm a obrigação disso. As leis existem, e existem para cumprir. Se eu ultrapassar o limitide de velocidade, ponho em causa a minha segurança e a dos outros. Tal como deixarem entrar um miudo de 11 anos numa discoteca ou num clube ele sabe que não devia estar lá, e as pessoas que o vêm bastante bebado e lhe continuam a vender bebidas para assegurar o lucro da casa. A saúde do rapaz está a ser posta seriamente em causa. As leis não são feitas ao acaso, têm uma razão de ser e devem ser estrictamente cumpridas."
Foi nesta altura que me pus a pensar numa série de coisas. Lembrei-me de alguns dos colaboradores deste blog. E então disse:
"Acho que sou obrigado a discordar do senhor. Eu tenho um conjunto de amigos meus que se têm esforçado bastante, por legalizar as drogas leves e o IVG. Assim como a prostituição. E para dizer a verdade, o assunto não é assim tão ridiculo ou boémio como poder parecer á primeira vista.
O aborto é legal. Quase. Por mais que a lei o impeça ele ocorre. Centenas de raparigas desesperadas procuram-no, nos cantos mais reconcitos dos suburbios de Lisboa. Conheci mesmo uma rapariga assim: 17 anos, sem possibilidade de ter um filho, foi até á Amadora para poder ter um aborto. Uma clinica tão suja que eu nem arriscava utilizar a sua casa de banho. Mas foi e fê-lo. Teve alguns problemas de saúde, mas ao fim de algum tempo e felizmente, ficou a 100%. E este tipo de negócios pouco escropulosos que visam lucro fácil existe por causa do aborto. Que existe independentemente da lei.
Tal como nas discotecas, onde a discoteca que deixar entrar miudos a partir dos 14 anos, contra a lei, apanha toda a facha etária entre os 14 e os 16 anos. Ganha mais de mil clientes habituais, se tivermos em conta que é provavelmente a unica da cidade que faz isso. Portanto nem sequer tem de disputar estes clientes. E assim aumenta o seu lucro em bastante...
Por fim, a questão das drogas leves. E sejamos realistas, tá a ver aquele canto ali, ou aquela esquina do fundo? - e apontei - Vê algum policia? Não! Algum agente que sirva o estado? Não! E se eu quiser tomar alguma droga naqueles sitios, quem me impede? Ou a vender... ? Responda-me então, as drogas leves são ilegais em Portugal? O facto de, ao contrário da Holanda, o estado não ter qualquer responsabilidade na sua venda, aumenta os preços no trafego ilegal, a clandestinidade em que isto se passa e a aumenta a proximidade ás drogas pesadas. E é, humanamente impossível, contratar o suficiente numero de forças e instituos que possam controlar todos os establecimentos, todas as ruas, todos os cantos... Diga-me, já conheceu, honestamente, alguém que deixa-se de tomar drogas leves por ser ilegal? "
"Bem, agora apresenta-me algumas questões mais complicadas. Acho que o aborto é o ponto mais importante, porque de facto sem condições de saúde vão continuar a haver muitos problemas para a sociedade. Também a prostituição que referiu á pouco é um ponto preocupante. Há uns anos, alguém que quisesse frequentar as prostitutas não apanhava doenças, e mesmo assim a policia andava muito mais em cima (...) Agora é muito mais fácil para elas fazerem o que quiserem, andam aí... impedi-las de o fazer é impossível, a actividade existe em todo o Mundo, até dizem que é a mais antiga profissão... mas noutros países é exercida com mais respeito, e com controlo do ministério da saúde. São sujeitas a realizar um exame médico de X em X tempo, caso contrário não podem exercer. Isto torna a actividade mais saudável, evita a propagação das DST's, e até a torna mais respeitável, sendo que impede o proxenetismo etc. "
"Sim, legalizar trata-se disso. Não é permitir que as coisas sejam feitas, porque elas já são feitas! É permitir que sejam feitas com supervisionamento, com ordem, com condições e respeito. Quem é cego para continuar a impedi-las, para não reconhecer o que existe á frente dos nossos olhos, mostra-se demasiado irresponsável para poder dar uma palavra.
As coisas não podem ser impedidas. Como o fazer? Enchemos as esquinas de policias á procura de prostitutas (mesmo quando todos sabemos onde elas estão) e prendemo-las? Ou as clinicas, procurando onde o aborto é feito clandestinamente. Ou os becos, para poder encarcerar aqueles que tomam, calmamente e sem incomodar os outros, as suas drogas leves. Ou ainda as dicsotecas... No fundo todos nós pisámos o risko da lei algumas vezes. É pisado devido á sua própria existencia. Evitar isso obriga o estado a dispôr de uma força que não tem, e que se for criada, o torna num regime muito menos flexível, mais rigido, mais dictatorial. Sermos democratas e liberais, obriga-nos a aceitar algumas condições na sociedade mais repreensíveis. Obriga-nos a aceitar que nem sempre as leis que podemos criar, têm alguma utilidade prática. Só o tempo que leva entre uma inspecção policial encontrar meninos mais novos num bar, e o encerramento do mesmo, por entre várias burocracias, e truques judiciais (no nosso veloz sistema tuga) era o suficiente para a barwoman mais jovem morrer, e o DJ ficar maneta. Talvez seja mais fácil, simplesmente aceitar, ou alterar a lei. Ou criar uma discoteca só para gente naquela facha etária onde o alcool fosse mais moderado, e que evitasse chatisses.
Que se trafique nos cantos, que se prostitua nas esquinas, que se aborte nos becos! Democrata como sou, defendo qualquer hipótese acima da ditadura... Já agora, arranjava-me aqui 25 cent d troco?"
"Com certesa meu jovem. Prazer em falar consigo. Boa noite e bom fim de semana"
"Igualmente, e obrigado"
Cada vez conheço mais taxistas...

O Aparelhismo Politico


Ainda há dias ouvia alguém da minha faculdade dizendo que gostava muito do Engenheiro José Sócrates, e que era um excelente primeiro-ministro, mas que do seu corpo governativo faziam parte muitas pessoas bastante menos competentes do que ele.
Antes de mais, assumo não conbhecer todos os ministros do actual governo, e portanto gostava de sublinhar que não estou aqui a criar nenhuma critica especifica contra este ou aquele elemento. Mas quem partilha a opinião do meu colega, crê também que não há motivo plausível para que os cargos politicos sejam dadas a pessoas que não têm a qualidade nessessária para os preenxer (se o Sócrates é bom, pensará o meu colega, porque motivo não selecionou melhores ministros?) a não ser o dito e falado poder interno.
Passa portanto a imagem de que antes de o Engenheiro José Sócrates ser primeiro-ministro, foi secretário geral do Partido Socialista. E que para isso, teve de ganhar a força dentro do partido para poder ser secretário-geral e primeiro-ministro. Ou seja, convocou as pessoas que detinham mais força, mais votos e ofreceu-lhes ministérios independentemente da sua capacidade técnica, ou organizativa ou o que for. E se essas pessoas forem francamente más, todos nós saímos prejudicados, e por isso surgem tantos protestos contra este e aquele ministro. É esta a imagem que passa.
Como podemos melhorar a imagem da classe e valorizar a actividade politica, e em simultaneo engolir os sapos suficientes para ganhar uma eleição a representante máximo do partido? Dificil. Talvez nos cabe a nós jovens, explicarmos ás pessoas que não é bem assim, que se calhar as opções até são correctas, e que podemos confiar nas escolhas do melhor primeiro ministro que Portugal já teve. E que nem tudo no PS funciona em regime de "um pensa, 6 fazem, 300 votam" e que os partidos têm uma função mais abrangente do que preparar eleições internas e externas, e que no fundo até somos boas pessoas!
Orgulho-me de ser politico.

Wednesday, October 11, 2006

Pedro Vaz candidato à Federação Distrital de Aveiro da JS

O colaborador deste blog e Secretário Nacional da JS Pedro Vaz é candidato à Federação de Aveiro da Juventude Socialista.
Por todo o seu trabalho, pela sua dedicação à estrutura, pela pessoa que é e pela sua amizade merece o apoio e a força de todos nós.

Friday, October 06, 2006

Manifestações dos professores de 5 de Outubro


É verdade que os professores tinham que ver o seu estatuto alterado, é verdade que a educação sofre muito com a existência de vários professores incompetentes, é verdade que há necessidade dos professores trabalharem mais e melhor, mas também não deixa de ser verdade que existem palermices como as aulas de substituição que não têm lógica nenhuma e que a Dr. Maria de Lurdes Rodrigues teima em querer aplicar. Isto para não falar nas condições de trabalho de muitos docentes que com 10 anos de carreira ainda estão precários.
A Sra. Ministra está a conseguir atacar vários problemas na educação, mas quando temos 20 000 professores a descerem a Av. da Liberdade num feriado e 14 sindicatos unidos, é sinal de que nem tudo vai bem...

Igreja Católica já faz campanha pelo NÃO no Referendo

Se na semana passada viamos D. José Policardo a dizer que a Igreja Católica não ia fazer campanha no referendo da I.V.G, esta semana já vemos o Padre Jardim Moreira a críticar o ministro da saúde e a apelar ao NÃO.
SANTA incongruência

Linha alegrista dá mais um tiro nos pés

Segundo notícia o Público de hoje, parece que a moção da Helena Roseta ao congresso do PS tinha irregularidas com as assinaturas apresentadas.
Gente sabe que há muitos camaradas que não engoliram muito bem mais este sapo...

Tuesday, October 03, 2006

Joana Amaral Dias de volta ao Bicho Carpinteiro


Parece que a Joana Amaral Dias voltou com grande actividade à blogosfera. Ficamos contentes por isso.

Passou-se hoje na Coreia do Norte


A Coreia do Norte anunciou hoje mais um teste de armamento nuclear para se proteger das hostilidades americanas. O Público on-line desenvolve o tema.
É preciso estar atento a estes desenvolvimentos.

Monday, October 02, 2006

Lula de novo. Com a força do povo?

Os resultados das eleições de ontem no Brasil mostram como o PT mudou e a forma como muita gente começou a olhar para o presidente Lula. Sabemos que Luís Inácio da Silva teve iniciativas muito fortes no campo do combate à fome e ao analfabetismo no Brasil, sabemos também que soube ter mãos de ferro no cancelamento das encomendas de material bélico e estamos cientes de que é um homem de esquerda e com fortes valores operários.

Mas sabemos também que o Partido dos Trabalhadores mudou muito na sua forma de ver a política, sabemos que o PT embora ainda concorra coligado com o PCdoB, deixou a sua linhagem marxista escapar empurrando nomes como a candidata Eloísa Helena para fora da sua estrutura. Quando olhamos para o Partido dos Trabalhadores vemos que o mesmo agora se encontra como observador da Internacional Socialista (em Portugal representada pelo PS), vemos um partido que se soube modernizar e adaptar ao século XXI, mas que em conjunto com este processo abriu as portas a políticos como os que tiveram envolvidos no mensalão e como os recentemente detidos, acusados de comprarem documentos para aniquilar politicamente membros da oposição.

Olhamos agora para um Brasil que se prepara para ir à segunda volta e optar entre um Lula que sabemos honesto, trabalhador e competente, mas que até hoje mostrou não se saber rodear de pessoas com princípios e fiéis aos verdadeiros ideais programáticos do PT, ou entre Geraldo Alckmin, um social-democrata da mesma família política do actual PT e que parece ter subido nas sondagens devido ao seu excelente trabalho como governador do estado de São Paulo.

Se fosse brasileiro e tivesse que ir às urnas no próximo dia 29 ficaria bastante confuso. Entre um candidato corajoso e competente mas que não se soube rodear e entre um candidato praticamente desconhecido e que não me daria certezas de uma governação de esquerda. Entre as duas opções provavelmente votaria Lula… Para ver se com a força do povo desta vês teremos um Brasil diferente!

Essência

Acreditar é vencer. Acreditas?

A liberdade está a passar por aqui


Dois anos depois deste Blog ter o seu início confesso que temi pelo seu fim. Pensei durante todo o Verão se deixaria a liberdade morrer solteira, mas confesso que não consegui e optei por tornar este espaço mais simples e ao mesmo tempo mais atractivo.
Deixo o compromisso de escrever assiduamente, para que a liberdade não morra solteira... E deixo esta imagem como lembraça do tempo em que este blog esteve mais activo (presidenciais 2006) e porque também o Soares nunca deixou de lutar!

Saturday, August 19, 2006

Saturday, August 05, 2006

Obrigado Srª Ministra

A Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, decidiu repetir os exames de Quimica e Fisica, nos programas vigentes das disciplinas no ano lectivo de 2005/2006, de maneira a que os alunos que tenham feito a primeira fase de exames, pudessem repeti-los na segunda e utilizar a segunda nota na primeira fase de candidaturas ao ensino superior. Esta decisão foi bastante contestada embora as bases que a moveram tenham sido plenamente justificadas:
- Os resultados dos exames foram ainda mais baixos que nos anos anteriores, sendo a média nacional das notas do exame de quimica de 5.7.
- As Sociedades Portuguesas de Quimica e de Fisica reclamaram alegando que os exames estavam mal redigidos e alguns professores universitários, especialistas na matéria, levaram, segundo eles, duas horas a resolver os exames, o mesmo tempo que era concedido a alunos de 12º ano para o fazerem.
- Inumeras associações de Pais e Professores, pelo país todo, pediram ao ministério a anulação dos resultados dos exames, pois estes prejudicariam as candidaturas ao ensino superior
- Os Critérios de correcção eram demasiado rigidos motivo que baixou a cotação das respostas.
- Para terminar, e aquela que é na minha opinião a razão pela qual os alunos sentiram dificuldades na resolução, pelo menos do exame de quimica, foi o facto de o programa ser totalmente novo, e nem os alunos nem os professores terem a noção daquilo que seria exigido sobre aquela matéria em exame. Resulta portanto num peso dado ao ensino de determinadas secções da matéria nas avaliações ao longo do ano, por parte dos professores, totalmente diferente do peso dessas mesmas matérias em exame. E isto ocorre porque o programa é muitissimo extenso.
Mas como é óbvio, nem todos concordam.
Levanta-se antes de mais, o problema dos alunos que decidiram fazer o exame apenas na segunda fase, não terão a mesma opurtunidade daqueles que fizeram em primeira fase, de repetir. Por outro lado, aqueles que fizeram o exame na primeira fase e o repetiram, não poderão apresentar uma nota melhorada a quimica ou fisica na segunda fase de candidatura. A menos que se crie uma terceira fase de exames de quimica e fisica, mas isso seria exagerar. Por fim, há vários especialistas que afirmam injusto esta opurtunidade de ouro ser apenas atribuida aos alunos de quimica e fisica, e não aos alunos de todas as outras disciplinas. Queixam-se os professores de Matemática, História, Biologia e Geologia de que os seus exames também deviam ter sido repetidos. Porque no fundo, num momento de exame nacional, não é só a competencia dos alunos mas sim também a dos professores, que é testada.
Pela minha parte agradeço muito á Srª Ministra da Educação, ter-me proporcionado que me candidatasse na primeira fase, com pelo menos mais 4 valores do que o meu primeiro exame de quimica tinha sido cotado. Acho que se justifica ser tomada uma medida, pois de facto houve vários erros na redação dos exames, mas não sei se esta (arrojada)decisão foi a melhor. Contudo abstenho-me de me pronunciar mais sobre o sucedido, pois dificilmente o faria de forma imparcial: beneficiou-me imenso=D

Friday, July 07, 2006

Um olhar sobre a Faculdade de Direito de Lisboa

http://diariofdl.blogspot.com/

Todas as minhas visões e opiniões sobre a nossa academia serão publicadas em exclusivo neste blog.

Uma vergonha...


Sim, uma vergonha a postura da oposição ao Governo no caso do veto presidencial à lei da paridade. Apesar de ser pessoalmente contra a dita lei, e deixando essa discussão de parte, acho que todo o processo foi bem gerido, quer pelo PS quer pelo Presidente, sendo até muito compreensível, mesmo para quem defenda a existência da lei, a razão do veto. O PS percebeu-o e reformulou-o. Dentro dos trâmites constitucionais normais, a AR, depois de aprovar o diploma, envia-o novamente ao PR para promulgação.

Mas este processo, de resto regulado por um qualquer artigo da Constituição que as minhas saudosas aulas de Direito Constitucional I não me permitem lembrar e a minha preguiça em tirar a Constituição da estante não me possibilita verificar , fez estranheza à oposição. Porque era "desrespeitar e desafiar o Presidente". Oh meus amigos... !!

Sunday, July 02, 2006

Pedro Adão e Silva no seu melhor

A revista Atlântico brindou-nos o mês passado com uma excelente crónica de um dos melhores intelectuais do PS. Este ex-dirigente, embora um pouco apagado da cena política continua a ser, na minha óptica, uma eterna jovem esperança do socialismo democrático.
Esta abordagem descomprometida à aproximação do governo de sócrates ao governo trabalhista de Tony Blair é extremamente realista e embora traga muitas vantagens, também acarreta imensos riscos.
Gostava de ver o tema debatido.

Avaliação dos docentes na Faculdade de Direito de Lisboa

A Associação Académica da FDL tem feito nos últimos anos, através do seu departamento pedagógico, uma avaliação aos assistentes por parte dos alunos, que posteriormente é publicada na Iuris Grafia, órgão oficial da AAFDL. No que diz respeito a este departamento e à avaliação dos docentes por parte da associação nada tenho a apontar, bem pelo contrário, apenas devo enaltecer o excelente trabalho que tem sido feito por vogais como a Inês Ramalho e a Ana Rita e por colaboradores como o Pedro Melo, Oriana, Diana Nascimento, Vasco Barreiro e outros, com quem este ano ainda tive o prazer de reunir na condição de conselheiro pedagógico, representante dos alunos do primeiro ano.

O que acontece é que na última reunião do Conselho Pedagógico da FDL, fomos confrontados, através do Professor Loureiro Bastos, com um excelente projecto de avaliação dos docentes por parte da reitoria da Universidade de Lisboa, com recurso a formulários preenchidos pelos alunos. As perguntas que constam dos mesmos visam avaliar não só os assistentes, mas também os regentes, as cadeiras e vários outros aspectos contemplados no Processo de Bolonha. Tendo já tido acesso a um esboço destes mesmos formulários cabe-me apenas apontar o facto de serem um pouco extensivos relativamente ao número de perguntas.

Depois desta reunião, os conselheiros pedagógicos representantes dos discentes, reuniram com o intuito de avaliar e sugerir modificações aos formulários da Universidade de Lisboa. Durante a reunião, surgiu o debate sobre o facto de, com estes novos formulários, deixar de ser necessário a AAFDL realizar os habituais questionários de avaliação aos assistentes, serviços da faculdade e da associação académica. A maioria dos conselheiros considerou que não existe necessidade de haver uma dualidade de avaliações por parte dos alunos e que os actuais inquéritos da AAFDL no futuro se deveriam apenas singir aos serviços prestados pela associação e pela faculdade.

A minha opinião, dentro do grupo de discentes do conselho pedagógico, é minoritária, mas de qualquer maneira sinto-me na obrigação da partilhar com os alunos que me elegeram em Dezembro passado para os representar neste órgão. Na verdade, o meu ponto de vista parte, em primeiro lugar, do facto do tratamento dos dados no caso dos inquéritos da reitoria ser feito ainda não se sabe bem por quem, enquanto que os da AAFDL são feitos pelos alunos, o que pode permitir à própria associação funcionar como um meio de fiscalização dos resultados dos inquéritos da UL. Para além disto, ainda não ficou esclarecido quem vai ter acesso aos resultados da UL, se os mesmos vão ser apresentados em bruto, como vão ser filtrados e se vão chegar aos órgãos das faculdades.

De salutar ainda que a abertura destes inquéritos por parte da UL à avaliação aos regentes e às próprias cadeiras, pode ser uma rampa de lançamento para uma maior abrangência de questões aos inquéritos realizados pela AAFDL. Cabe-me apenas, apelar à direcção da associação e às possíveis listas que surgirão no próximo ano lectivo, para que haja um compromisso com os estudantes de que se manterão os inquéritos aos alunos para a avaliação dos docentes, sem prejuízo de toda a cooperação possível para o bom funcionamento destes novos inquéritos feitos pela equipa reitorial liderada pelo Professor Sampaio da Nóvoa.

México pode eleger hoje um presidente de esquerda. Força Lopez Obrador!

Lopez Obrador, segundo as últimas sondagens, pode ser eleito presidente do México com o apoio do PRD (Partido Renovador Democrático) de esquerda. Num país com 50 milhões de pobres (metade da população), apesar de ser a 10º economia mundial e o maior produtor de petróleo da América Latina, Andrez Manuel Lopez Obrador decidiu centrar a sua campanha na conquista de uma maior equidade social.
Sigue Lopez!

Mais uma vez a idiotice do Sr. Valente

Quem lê a crónica do VPV no Público de hoje vê confirmada a altivez irritante, cabutina e arrivista deste senhor, a quem se continua a dar tempo de antena, para que instalado na sua cátedra pseudo-intelectual possa divagar sobre o futuro de uma pátria que não lhe reconhece obra.