Tuesday, June 20, 2006
E o Debate...
Antes de mais gostaria de pedir desculpas ao camarada João Gomes por não me juntar oficialmente ao grupo Hi5 do clube SanJoanense. E também por não ter intervindo mais cedo no blog; assumo que só agora descobri como o fazer, e como postar. Lamento pela minha ignorancia=( Mas, e dado a situação que vivemos presentemente na JS, o tema mais próprio de se abordar é o evento que ocorreu ontem em Lisboa a que lamentavelmente muitos de vocês não puderam estar presentes. O Debate
Desiludiu-me bastante a postura do João Tiago Henriques. Demasiado agressivo, propõe renovar a JS do zero, mas afirma ter todo o respeito pelos 30 anos que nos antecedem. Propõe melhorar mil vezes a JS, cativar a atenção dos jovens Portugueses, melhorar as suas condições, contactar com tudo e com todos, através... do debate. Nem uma actividade foi discutida ontem, por parte deste camarada. O que me deixa a pensar que nenhuma será promovida pelo secretariado nacional, além do... debate. O debate. É exclusivamente de debate que viverá a JS liderada pelo João Tiago. Nem sequer da utilização das conclusões deste debate, o que me deixa a pensar que será um debate que durará 2 anos. Será que é essa a noção que ele tem sobre a prioridade duma Juventude Partidária?
A unica atitude concreta a tomar pelo João Tiago, e nas palavras do mesmo, será alargar o contacto do secretariado nacional, aos 50000 militantes da JS. Apesar de dizer seguidamente que este consistirá apenas em renuiões periodicas com os coordenadores concelhios (o que na minha concelhia significa que se reunirá com 1 gajo de 2600, que infelizmente nem sou eu) Ele segue que este contacto será feito pela net. Uma novidade estrondosa, para mim que nunca recebi um e-mail da JS. Ou então adicionam-se num grupo Hi5 os 50000. Desde os que têm 29 anos, e se inscreveram (e cagaram) aos 14, áqueles que se inscreveram para ajudar os amigos a ter votos, ou os que se inscreveram e já nem se lembravam. E quem afirma que terá a participação de todos os militantes, não conhece a JS. Portanto não a pode liderar.
De resto o debate perdeu o interesse quando o João Tiago procurou provocar os camaradas que assistiam ao debate, e não compreendiam a fundo tanto os métodos que este camarada procurará utilizar quando for secretário geral (pois ele comete ao longo do seu discurso, várias incongruencias) como as acusações que eram dirigidas ao Pedro Nuno, das quais nenhuma, e mesmo após vários pedidos, foi especificada.
Quanto ao pedro Nuno, assumiu uma postura muito menos agressiva para com os militantes presentes. Ideológicamente representou uma geração que quer ser, de facto, ouvida. Sem divagar demasiado, apresentou todas as propostas trabalhadas pelo secretariado nacional durante o ultimo mandato, e muitas mais trazidas a lume durante o próximo. Explicou a razão de ser da JS durante um ano em que o PS constitui um governo absoluto. Foi mais claro e mais concreto que o seu adversário, e eu tenho a certesa de novo que posso confiar no Pedro Nuno Santos.
O Pedro tem orgulho em ser de esquerda. E ser demasiado á esquerda, não consiste de forma nenhuma em ser a favor das drogas leves, ou do casamento Homossexual. Eu sou contra as drogas leves, e contra o casamento em geral; não obstante considero-me (e consideram-me) muito á esquerda, porque tenho uma noção extrema de igualdade e dos meios para a atingir. Isso é que é ser de esquerda, e só me alegra saber que o secretário geral da minha Juventude Partidária, tem orgulho em ser de Esquerda. E as propostas mais arrojadas apresentadas pela JS não dão protagonismo ao Pedro, DÃO-NO Á JS ! E se alguém não pretender protagonismo para a JS sobretudo alguém que afirma que quer aproximar a JS dos jovens e da sociedade civil, nem sequer é digno de se mostrar como militante!
Dou mais uma vez os Parabéns ao camarada Manuel Portugal Lage, que foi o mais imparcial que lhe pudia ter sido exigido, acalmando muitas vezes as vozes de discordancia que surgiam, pois assim mandavam as regras do debate. E agradeço ao camarada João Roseta que distribuio duas cervejas pelos dois candidatos, independentemente de ter ou não sido em tom de provocação: eu fiquei com uma delas.
Despeço-me com a clara certesa de que vou gostar bastante do congresso nacional
Desiludiu-me bastante a postura do João Tiago Henriques. Demasiado agressivo, propõe renovar a JS do zero, mas afirma ter todo o respeito pelos 30 anos que nos antecedem. Propõe melhorar mil vezes a JS, cativar a atenção dos jovens Portugueses, melhorar as suas condições, contactar com tudo e com todos, através... do debate. Nem uma actividade foi discutida ontem, por parte deste camarada. O que me deixa a pensar que nenhuma será promovida pelo secretariado nacional, além do... debate. O debate. É exclusivamente de debate que viverá a JS liderada pelo João Tiago. Nem sequer da utilização das conclusões deste debate, o que me deixa a pensar que será um debate que durará 2 anos. Será que é essa a noção que ele tem sobre a prioridade duma Juventude Partidária?
A unica atitude concreta a tomar pelo João Tiago, e nas palavras do mesmo, será alargar o contacto do secretariado nacional, aos 50000 militantes da JS. Apesar de dizer seguidamente que este consistirá apenas em renuiões periodicas com os coordenadores concelhios (o que na minha concelhia significa que se reunirá com 1 gajo de 2600, que infelizmente nem sou eu) Ele segue que este contacto será feito pela net. Uma novidade estrondosa, para mim que nunca recebi um e-mail da JS. Ou então adicionam-se num grupo Hi5 os 50000. Desde os que têm 29 anos, e se inscreveram (e cagaram) aos 14, áqueles que se inscreveram para ajudar os amigos a ter votos, ou os que se inscreveram e já nem se lembravam. E quem afirma que terá a participação de todos os militantes, não conhece a JS. Portanto não a pode liderar.
De resto o debate perdeu o interesse quando o João Tiago procurou provocar os camaradas que assistiam ao debate, e não compreendiam a fundo tanto os métodos que este camarada procurará utilizar quando for secretário geral (pois ele comete ao longo do seu discurso, várias incongruencias) como as acusações que eram dirigidas ao Pedro Nuno, das quais nenhuma, e mesmo após vários pedidos, foi especificada.
Quanto ao pedro Nuno, assumiu uma postura muito menos agressiva para com os militantes presentes. Ideológicamente representou uma geração que quer ser, de facto, ouvida. Sem divagar demasiado, apresentou todas as propostas trabalhadas pelo secretariado nacional durante o ultimo mandato, e muitas mais trazidas a lume durante o próximo. Explicou a razão de ser da JS durante um ano em que o PS constitui um governo absoluto. Foi mais claro e mais concreto que o seu adversário, e eu tenho a certesa de novo que posso confiar no Pedro Nuno Santos.
O Pedro tem orgulho em ser de esquerda. E ser demasiado á esquerda, não consiste de forma nenhuma em ser a favor das drogas leves, ou do casamento Homossexual. Eu sou contra as drogas leves, e contra o casamento em geral; não obstante considero-me (e consideram-me) muito á esquerda, porque tenho uma noção extrema de igualdade e dos meios para a atingir. Isso é que é ser de esquerda, e só me alegra saber que o secretário geral da minha Juventude Partidária, tem orgulho em ser de Esquerda. E as propostas mais arrojadas apresentadas pela JS não dão protagonismo ao Pedro, DÃO-NO Á JS ! E se alguém não pretender protagonismo para a JS sobretudo alguém que afirma que quer aproximar a JS dos jovens e da sociedade civil, nem sequer é digno de se mostrar como militante!
Dou mais uma vez os Parabéns ao camarada Manuel Portugal Lage, que foi o mais imparcial que lhe pudia ter sido exigido, acalmando muitas vezes as vozes de discordancia que surgiam, pois assim mandavam as regras do debate. E agradeço ao camarada João Roseta que distribuio duas cervejas pelos dois candidatos, independentemente de ter ou não sido em tom de provocação: eu fiquei com uma delas.
Despeço-me com a clara certesa de que vou gostar bastante do congresso nacional
Sunday, June 18, 2006
Nacional futebolismo? Tenham piedade...
"O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas."
(Willian George Ward)
De um momento para o outro acabou a a crise e a selecção de futebol pôs cobro à depressão nacional. A Opel da Azambuja continua a querer ir embora, mas o que importa realmente é que ganhamos ao Irão... Tenham piedade!
Começo a concordar com o VPV e a dizer que não existe depressão. Ora vejamos, nas palavras do mesmo, se ganharmos é só festejar e abrir o champagne e se perdermos "matamos" o brasileiro e vamos todos de férias descansados.
E que tal ajustarmos as velas portugueses?
Tuesday, June 13, 2006
Tuesday, June 06, 2006
Sunday, May 28, 2006
Uma Esquerda Moderna para o século XXI
Muitas vezes tenho a percepção que o PS e o PSD são vistos como similares, de valores idênticos e até por vezes confundidos na sua génese. Convém notar que esta ideia é completamente errada, embora continue a ser alimentada por aqueles a quem convém continuar a lançar poeira para os olhos dos portugueses.
Um partido deve ser olhado, em primeiro lugar, tendo em conta o seu passado, a sua história enquanto movimento que tem sempre na sua génese a defesa de um método de governação, de um conjunto de valores e muitas vezes um conjunto de princípios que posteriormente servirão para construir a sua agenda política. Observando a questão neste prisma, temos um Partido Socialista nascido na primavera de 1974 e que conseguiu juntar um conjunto de pessoas que tinham em comum uma visão democrática de esquerda para Portugal. Para além disso é preciso lembrar a família europeia e internacional do PS, onde tivemos personalidades como Willy Brandt, Olof Palme, Felipe Gonzalez, Mitterrand e Yasser Arafat. Políticos que em cantos diferentes do mundo construíram uma ideologia do socialismo democrático do século XX, fomentando a paz e uma maior equidade social.
Do lado do PSD temos um partido que vive a reboque, desde da morte de Sá Carneiro, de um conjunto de personalidades que comungam de uma ideologia que não se sabe bem se conservadora de direita ou apenas neo-liberal, mas que será certamente tudo menos social-democrata. Comprovamos isso quando temos uma defesa de políticas que anulam por completo o sentido de Estado Social keyneziano pelo qual se bateram verdadeiramente os democratas de esquerda no século passado. O PSD há muito tempo que deixou de olhar o estado enquanto estratega da economia e regulador do ponto de vista social, a quem cabe construir uma nação forte não só de ponto de vista económico, mas também do ponto de vista social, ambiental, cultural e principalmente humano.
Mas é certo e sabido que a política deve contemplar a construção de um futuro e não só a análise de um passado, embora por vezes seja necessário perceber o passado, para compreender o presente e prever o futuro. Nisso o PS continua, mais uma vez, apostado em construir uma visão de uma esquerda moderna, que se orgulha do seu passado e das conquistas da democracia e da esquerda no seu todo, mas que tenta projectar um futuro em que tenhamos um Portugal mais forte e empreendedor, onde não exista uma clivagem social tão acentuada e onde os grandes interesses (farmácias por exemplo) não prejudiquem o desenvolvimento do nosso país. Enquanto isso o PSD perde-se em sucessivos congressos, à deriva não só na sua liderança, mas igualmente na agenda política que quer para o nosso país. Neste momento a social-democracia laranja não consegue influenciar a governação, não consegue lançar grandes temas para a discussão nacional, não consegue fazer oposição credível e nem sequer consegue construir e solidificar o ser próprio espaço político.
Afinal muitas são as diferenças entre um Esquerda Moderna e responsável apostada em construir um risonho século XXI e a social-democracia laranja que parece estar apagada e perdida num qualquer beco político do nosso país.
Friday, May 26, 2006
IMAGINAI-OS…
texto do camarada da JS/ Santa Maria da Feira Leandro Reis
Numa altura em que a nossa Câmara (ou a empresa Feira Viva, que é lato sensu a mesmíssima coisa) promovia o festival de teatro de rua “Imaginarius”, resolvi finalmente aceder ao convite e deixei-me levar pela imaginação. A experiência foi tão boa que resolvi partilha-la convosco, caros leitores.
Ora, imaginai-os! Imaginai os feirenses servidos por uma rede de transportes capaz de responder às suas necessidades. Imaginai os feirenses a esperarem menos que três meses para obterem uma simples licença de construção de um muro. Imaginai os feirenses a poderem consultar um Plano Director Municipal legal e acabado. Imaginai os feirenses a disporem de Zonas Industriais capazes de albergarem as indústrias existentes com o mínimo de dignidade. Imaginai os feirenses (não desistam, eu sei que para isto é precisa muita imaginação mesmo) a viverem num concelho com saneamento básico concluído.
Vá! Esqueçam as estradas miseráveis (esburacadas e mal iluminadas) de que dispomos. Esqueçam a quase ausência de transportes públicos no nosso concelho. Não lembrem o que se passa (e o que não se passa) no Pelouro das Obras da nossa Câmara. Tirem da vossa mente que não existe um Plano Director Municipal válido neste concelho. Afastem a ideia de que as Zonas Industriais devidamente equipadas só existem no papel. Saneamento? Já que ninguém o fez… esqueçam-no!
Não é bonito o mundo “imaginarius”? Não dei por perdido o tempo que passei a imaginar. Aliás, tenho a sensação de que quem elabora o Plano de Actividades da nossa Câmara é a mesma pessoa que dirige este “Imaginarius”. Ou talvez não… se assim fosse os Planos não seriam iguais ano após ano, sempre haveria imaginação!
É sempre bom poder imaginar. Tenho a certeza que no ano que vem vamos ser novamente convidados para o “Imaginarius”. Quanto aos transportes, Plano Director Municipal, Zonas Industriais, saneamento básico… imaginai-os!
Santa Maria da Feira, 25/05/2006
Leandro Reis
Ora, imaginai-os! Imaginai os feirenses servidos por uma rede de transportes capaz de responder às suas necessidades. Imaginai os feirenses a esperarem menos que três meses para obterem uma simples licença de construção de um muro. Imaginai os feirenses a poderem consultar um Plano Director Municipal legal e acabado. Imaginai os feirenses a disporem de Zonas Industriais capazes de albergarem as indústrias existentes com o mínimo de dignidade. Imaginai os feirenses (não desistam, eu sei que para isto é precisa muita imaginação mesmo) a viverem num concelho com saneamento básico concluído.
Vá! Esqueçam as estradas miseráveis (esburacadas e mal iluminadas) de que dispomos. Esqueçam a quase ausência de transportes públicos no nosso concelho. Não lembrem o que se passa (e o que não se passa) no Pelouro das Obras da nossa Câmara. Tirem da vossa mente que não existe um Plano Director Municipal válido neste concelho. Afastem a ideia de que as Zonas Industriais devidamente equipadas só existem no papel. Saneamento? Já que ninguém o fez… esqueçam-no!
Não é bonito o mundo “imaginarius”? Não dei por perdido o tempo que passei a imaginar. Aliás, tenho a sensação de que quem elabora o Plano de Actividades da nossa Câmara é a mesma pessoa que dirige este “Imaginarius”. Ou talvez não… se assim fosse os Planos não seriam iguais ano após ano, sempre haveria imaginação!
É sempre bom poder imaginar. Tenho a certeza que no ano que vem vamos ser novamente convidados para o “Imaginarius”. Quanto aos transportes, Plano Director Municipal, Zonas Industriais, saneamento básico… imaginai-os!
Santa Maria da Feira, 25/05/2006
Leandro Reis
Thursday, May 25, 2006

Projectar o Futuro com... Bolonha
A Federação Distrital de Setúbal da Juventude Socialista promove, no dia 27 de Maio (Sábado) pelas 15 horas no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários da Salvação Pública, no Barreiro, uma sessão pública de esclarecimento cuja temática será o Protocolo de Bolonha.
1º Painel
· João Albuquerque (Moderador)
· Manuel Heitor – Secretário de Estado do Ensino Superior
· Prof. Luciano Rodrigues de Almeida – Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos
· João Pina – Presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologia
· Coordenador ou representante nacional da ONESES
Período de intervenções do Público
2º Painel (Encerramento)
· Prof. Dr. José Lopes da Silva – Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas
· Prof. Dra. Maria Helena Nazaré – Reitora da Universidade de Aveiro
· Pedro Nuno Santos – Secretário Geral da Juventude Socialista
· João Barata – Coordenador da Federação Distrital de Setúbal da JS
. Dr. Vítor Ramalho – Coordenador da Federação Distrital de Setúbal do PS
Certamente que este tema despertará o teu interesse. Participa!
Wednesday, May 24, 2006
Parabéns à comissão de finalistas do 3º ano
Gostei do magnífico e muito concorrido torneio de sueca organizado pela comissão de finalistas do terceiro ano, presidida pelo Francisco Leal de Almeida e vice-presidida pela Xinha. Parabéns a toda a comissão pela forma extremamente organizada como decorreu o evento e pela dedicação que estão a mostrar em relação aos alunos que vos elegeram.
Continuem!
Gostei do debate entre as jotas
Os alunos que ontem compareceram ao debate entre as juventudes partidárias, poderam comprovar porque é que o Pedro Nuno foi considerado pelo jornal Público a promessa política para 2006. Podemos ver um discurso coerente e mobilizador de uma parte significativa da juventude portuguesa.De salutar a intervenção referente ao papel da Juventude Socialista no associativismo estudantil, sendo a única jota que defendeu que os seus militantes devem avançar em conjunto para as associações académicas e devem unir-se pois partilham as mesmas ideias políticas.
Monday, May 22, 2006
Aeroporto na Ota?
Há muito que não retomava a minha actividade blogística, mas está na altura para o fazer e assim aproveito para fazer a vontade ao João Gomes de escrever mais um post.
Alguns políticos (basicamente da oposição ao actual governo) defendem que a construção do novo Aeroporto Internacional de Lisboa não seja realizada, segundo os mesmos, a bem das nossas contas públicas e para que não haja gastos desnecessários.
Ora, em primeiro lugar, a cidade de Lisboa tem o seu aeroporto com a capacidade muito próxima do limite. Em segundo, a existência de um aeroporto na Portela, localizado próximo de zonas habitacionais e num espaço que estrangula o desenvolvimento da própria cidade são pontos que devem ser convenientemente pensados, para não falar no ruído que é provocado pelo tráfego aéreo.
Por outro lado, a existência do Aeroporto da Ota permitirá o desenvolvimento de zonas como a região Oeste cujos problemas de cariz social e o desemprego têm vindo a alastrar. Nesta guerra entre aeroporto aqui ou acolá, devemos pensar nos custos directos e nos indirectos e ponderar quais as melhores opções. Devemos pensar no facto de agora podermos construí-lo com apoios comunitários e que no futuro teremos que ser apenas nós a suportar esse esforço financeiro.
Por tudo isso eu defendo o Aeroporto da Ota.
Alguns políticos (basicamente da oposição ao actual governo) defendem que a construção do novo Aeroporto Internacional de Lisboa não seja realizada, segundo os mesmos, a bem das nossas contas públicas e para que não haja gastos desnecessários.
Ora, em primeiro lugar, a cidade de Lisboa tem o seu aeroporto com a capacidade muito próxima do limite. Em segundo, a existência de um aeroporto na Portela, localizado próximo de zonas habitacionais e num espaço que estrangula o desenvolvimento da própria cidade são pontos que devem ser convenientemente pensados, para não falar no ruído que é provocado pelo tráfego aéreo.
Por outro lado, a existência do Aeroporto da Ota permitirá o desenvolvimento de zonas como a região Oeste cujos problemas de cariz social e o desemprego têm vindo a alastrar. Nesta guerra entre aeroporto aqui ou acolá, devemos pensar nos custos directos e nos indirectos e ponderar quais as melhores opções. Devemos pensar no facto de agora podermos construí-lo com apoios comunitários e que no futuro teremos que ser apenas nós a suportar esse esforço financeiro.
Por tudo isso eu defendo o Aeroporto da Ota.
Saturday, May 20, 2006
Tenho dito
"Nós para fazermos aquilo em que acreditamos temos de ganhar eleições!"
"Hoje temos uma Europa em que cada vez é mais difícil governar à esquerda."
Duas frases que me ficaram da acção de campanha do Pedro Nuno Santos dia 18 nos Olivais, em Lisboa. Completamente diferentes, tocam-se num ponto que é o de serem acertadas e nos fazerem pensar, reflectir, equacionar. É disso que precisam os jovens, é disso que precisa a JS.
Friday, May 19, 2006
Força Futsal da AAFDL!

É com mágoa que escrevo este post. Ontem a equipa de Futsal da AAFDL perdeu o jogo contra a equipa de gestão, estando praticamente arredada da subida à primeira divisão do campeonato universitário da modalidade. Mas ficará para sempre na memória o espírito guerreiro de todos os jogadores, que vivem a equipa como uma família que se saberá unir em todas as próximas lutas.
Para além dos jogadores, é preciso lembrar aqueles que acompanharam a equipa em todos os jogos e vivem verdadeiramente o espírito da mesma. Agora ergam a cabeça rapazes e força que a Holanda está à vossa espera e não se esqueçam que a viajem foi conquistada por vocês, contra todos aqueles que a tentaram impedir.
Para além dos jogadores, é preciso lembrar aqueles que acompanharam a equipa em todos os jogos e vivem verdadeiramente o espírito da mesma. Agora ergam a cabeça rapazes e força que a Holanda está à vossa espera e não se esqueçam que a viajem foi conquistada por vocês, contra todos aqueles que a tentaram impedir.
Wednesday, May 17, 2006
Se ainda houver justiça no futebol o Belém fica na Superliga!
Com o propósito de desmistificar algumas declarações recentemente vindas a público que visam, antes de mais, desinformar a opinião pública relativamente ao «caso Mateus», foi......deliberado pela Direcção do Clube de Futebol «Os Belenenses» e pelo Conselho de Administração da sua SAD prestar os seguintes esclarecimentos:1. Constitui facto inequívoco e indisputável que, de acordo com a Regulamentação Desportiva da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, o atleta Mateus encontrava-se impedido de ser inscrito e utilizado nas Competições profissionais de futebol na presente época desportiva.
2. Ao socorrer-se dos Tribunais Comuns para inscrever e utilizar aquele atleta, o Gil Vicente procurou obter uma vantagem desportiva ilícita perante os seus adversários, demonstrando total desprezo pelas regras e princípios desportivos universalmente aceites, pela estabilidade do Campeonato e, essencialmente, pela verdade desportiva.
3. Se não fosse objecto de severa repreensão, o comportamento do Gil Vicente constituiria um grave precedente que colocaria em risco a integridade de todas as competições, bem como das normas às quais estas terão de estar, necessariamente, subordinadas.
4. Por essa razão o artº 63º do Regulamento Disciplinar da Liga qualifica aquele tipo de infracção como sendo «Muito Grave», e pune-a com a sanção de baixa de divisão.
5. «Os Belenenses» S.A.D. demanda, tão só, que seja dado cumprimento aos Regulamentos (os mesmos que o Gil Vicente desrespeitou e insiste em desrespeitar), repondo-se a certeza e verdade desportivas.
6. Por fim, recorda-se que num passado não muito longínquo o Clube de Futebol «Os Belenenses» foi também alvo de pesadas sanções desportivas, como por exemplo no «caso Mapuata» ou no «caso Rui Gregório», de onde lhe advém legitimidade suficiente para exigir idêntico rigor na análise e decisão da presente situação.
A Direcção do Clube de Futebol «Os Belenenses»
O Conselho de Administração de «Os Belenenses» S.A.D.,
Monday, May 15, 2006
Os sonhadores
Filme: Os sonhadores Realizador: Bernardo Bertolucci
Disponível em DVD
Maio de 68. Um jovem californiano é enviado pela família para Paris com o objectivo de aprender a língua e perde-se na magia do cinema, frequentando assiduamente a cinemateca de Paris. Tempos mais tarde a mesma é mandada encerrar pelo governo, o que gera uma revolta juvenil que provoca acesas lutas entre os estudantes e a polícia.
O jovem americano vê-se, de um momento para o outro, envolvido num destes confrontos e lá conhece um casal de irmãos que o irá marcar para sempre. Em poucos dias muda-se para casa deles e descobre uma relação de incesto repleta de erotismo e sedução, onde o cinema, o maoismo e o gosto pela “culture de la gauche caviar” o fascinam mas ao mesmo tempo amedrontam.
Seguem-se dias e noites de sexo, discussão cinéfila, política e divagações sobre a vida e a guerra do Vietname. Duas culturas em choque, de um lado um jovem americano nascido a admirar os heróis da guerra, do outro um casal de irmãos, filhos de um importante intelectual parisiense, para os quais o filme perfeito incluiria os guardas de Mao, munidos de livros vermelhos e não de armas, a espalharem a revolução cultural pelo mundo tal como faziam na China.
Os dias repetem-se e o jovem ianque questiona-se cada vez mais sobre os porquês disto tudo, reinventa-se enquanto pacifista mas rejeita as teorias comunistas. Questiona os seus novos amigos e amantes sobre o porquê de se fecharem em casa em vez de estarem com os seus camaradas na rua. Não obtém nenhuma resposta.
Um dia, enquanto dormiam embebidos por vinhos caros e depois de mais uma noite de orgia, foram acordados pelo eclodir da revolução, que lhes havia entrado em casa. Saíram para à rua e juntaram-se aos jovens que empenhavam bandeiras vermelhas e gritavam que o poder estava na rua.
No meio da manifestação os seus novos amigos decidiram atacar a polícia com cocktails molotof, o jovem americano tentou alerta-los que isso também seria violência. Assim se separaram os três colegas, o ianque decidiu não ir, enquanto o casal francês continuou a lutar. Assim terminou o filme, ao som de Edit Piaf, com a magia de um cinema de intervenção que faz continuar a sonhar, sem precisar de nenhum descruzar de pernas para ter erotismo, nem de nenhum picador de gelo para ter uma acção forte e capaz de nos colar em frente ao televisor.
10 Perguntas sobre a AAFDL
1 – Porque é que o presidente da Mesa da Assembleia-geral, um vogal da direcção e mais algumas pessoas ligadas à mesma têm um blog de insultos a colegas da nossa faculdade, utilizando inclusive as características físicas dos mesmos para atentarem à sua imagem?
2 - Porque é que se expulsa da AAFDL um colaborador por ter escrito no blog da lista R sobre problemas que se passavam na mesma?
3 - Porque é que a associação académica afixou cartazes A0 quando foram as eleições da AAL (Associação Académica de Lisboa) e foram eleitos o colega Bruno Cabral para a direcção e o colega André Rijo para a mesa; e não afixou recentemente quando foram as eleições para a ADESL (Associação do Desporto do Ensino Superior de Lisboa) e o colega caloiro Tiago Rosado foi eleito para a direcção e a colega Ália para o conselho jurisdicional?
4 - Afinal, porque é que um destacado membro do Núcleo de Surf e Bodyboard da FDL tentou alegadamente agredir o presidente da AAFDL na cantina?
5 – Recentemente foram as eleições para a reitoria da Universidade de Lisboa que elegeram como reitor o Professor Sampaio da Nóvoa. Porque razões só compareceram à votação meia dúzia de colegas da nossa faculdade, quando haviam quase vinte com direito a voto? De salutar que também ninguém justificou a falta ou pediu substituição.
6 – Porque é que a última edição da Iuris Grafia data de Outubro/Novembro/Dezembro de 2005? Será que este atraso se deve ao facto da direcção ter expulso a editora Inês Ramalho e a mim próprio?
7 – Porque é que nos últimos anos, sendo nós de uma faculdade de direito com elevado historial político, não lançamos nenhuma candidatura aos órgãos nacionais do ensino superior? Até Belas-Artes lançou…
8 – Porque é que os altos dirigentes da AAFDL que sempre se manifestaram contra e tentaram mesmo impedir a viagem da equipa de futsal à Holanda estiveram na final do campeonato feminino da UL onde a equipa da nossa faculdade jogou?
9 – Porque razão o site da AAFDL não sofreu nenhuma remodelação e continua obsoleto e pouco funcional?
10 – Porque é que na primeira festa após terem retirado o departamento recreativo da vice-presidência do André Couto (Festa de Baco), houve tanta confusão que o Conselho Directivo tentou proibir a realização da próxima festa da cerveja no último dia do ano? Mas felizmente parece que teremos, pelos menos, uma versão reduzida da mesma, caros dirigentes da AAFDL, os estudantes da FDL merecem certamente melhor…
2 - Porque é que se expulsa da AAFDL um colaborador por ter escrito no blog da lista R sobre problemas que se passavam na mesma?
3 - Porque é que a associação académica afixou cartazes A0 quando foram as eleições da AAL (Associação Académica de Lisboa) e foram eleitos o colega Bruno Cabral para a direcção e o colega André Rijo para a mesa; e não afixou recentemente quando foram as eleições para a ADESL (Associação do Desporto do Ensino Superior de Lisboa) e o colega caloiro Tiago Rosado foi eleito para a direcção e a colega Ália para o conselho jurisdicional?
4 - Afinal, porque é que um destacado membro do Núcleo de Surf e Bodyboard da FDL tentou alegadamente agredir o presidente da AAFDL na cantina?
5 – Recentemente foram as eleições para a reitoria da Universidade de Lisboa que elegeram como reitor o Professor Sampaio da Nóvoa. Porque razões só compareceram à votação meia dúzia de colegas da nossa faculdade, quando haviam quase vinte com direito a voto? De salutar que também ninguém justificou a falta ou pediu substituição.
6 – Porque é que a última edição da Iuris Grafia data de Outubro/Novembro/Dezembro de 2005? Será que este atraso se deve ao facto da direcção ter expulso a editora Inês Ramalho e a mim próprio?
7 – Porque é que nos últimos anos, sendo nós de uma faculdade de direito com elevado historial político, não lançamos nenhuma candidatura aos órgãos nacionais do ensino superior? Até Belas-Artes lançou…
8 – Porque é que os altos dirigentes da AAFDL que sempre se manifestaram contra e tentaram mesmo impedir a viagem da equipa de futsal à Holanda estiveram na final do campeonato feminino da UL onde a equipa da nossa faculdade jogou?
9 – Porque razão o site da AAFDL não sofreu nenhuma remodelação e continua obsoleto e pouco funcional?
10 – Porque é que na primeira festa após terem retirado o departamento recreativo da vice-presidência do André Couto (Festa de Baco), houve tanta confusão que o Conselho Directivo tentou proibir a realização da próxima festa da cerveja no último dia do ano? Mas felizmente parece que teremos, pelos menos, uma versão reduzida da mesma, caros dirigentes da AAFDL, os estudantes da FDL merecem certamente melhor…
Friday, April 28, 2006
O arrivismo caciqueiro dos nossos dias
A blogosfera da nossa FDL nunca esteve tão animada como nos últimos dias. Muito se tem escrito sobre muitas coisas, o que é sempre bom, pois a sociedade só evolui com diálogo e debate em torno do rumo que a mesma deve tomar. E se assim é na vida, assim também inevitavelmente o será na nossa associação académica, por isso considero sinceramente importante que se discuta o futuro da mesma e que sempre que necessário se denunciem as coisas que estão mal, as pessoas que estão interessadas em galopar para o poder por mero interesse pessoal e os poderes instalados, ou que se pretendem vir a instalar, na nossa associação académica e que não tenham a pretensão de verdadeiramente servir os alunos da nossa casa.
Comemoramos recentemente as conquistas de Abril, as portas que esta data nos abriu e que já mais alguém as poderá fechar. A liberdade é pois a grande conquista de todos aqueles, que em todas as épocas ousaram expressar a sua opinião, lutando contra ventos e marés por um mundo melhor. Temos que ter ciente que a actividade política ou mesmo associativa não deve ser mais que isso mesmo, a luta por um mundo melhor, com base na nossa concepção de sociedade perfeita. É por essa razão que sempre fiz questão de expressar publicamente a minha opinião sobre todos os assuntos que acho pertinentes na nossa academia e é por acreditar na liberdade de expressão que sempre tive a coragem de assinar todos os meus textos. Na minha opinião a liberdade só faz sentido se soubermos dar a cara pelas coisas que defendemos, de outra forma a mesma torna-se em arrivismo puro, por parte de pessoas adultas do ponto de vista das matrículas, mas politicamente imberbes e mal formadas.
Aceito qualquer tipo de crítica que me façam e sei reconhecer quando estou errado ou quando simplesmente defraudei as expectativas de algumas pessoas, mas não consigo aceitar que colegas meus e eu próprio sejamos constantemente atacados de forma pouco polida e completamente ignóbil. Não faz sentido trazer à baila política questões como o aspecto físico das pessoas e outras questões meramente pessoais e que em nada vêm enriquecer o debate em torno de qual será o melhor futuro para a nossa academia. Aliás, são formas de combate como estas que afastam cada vez mais os jovens da política e a tornam suja. Porque sujo não é chegar a uma reunião de lista e apresentar um projecto alternativo e que por acaso até saiu vencedor, mas é sim fazer constantemente humor negro e desprovido de qualquer lógica que vise o debate político, atacando apenas pessoas que não precisam da associação académica para viver e muito menos para vencer na vida, mas que sempre mostraram desde da primeira hora estarem preparadas para trabalhar, quer por mero hobbie, companheirismo e até amizade pessoal.
Quando me retiraram a confiança política na AAFDL alegaram que eu me escondia em blogs, mas nunca cheguei a perceber bem até que ponto isso seria mesmo verdade. Realmente, mal terminou a reunião da Lista R, eu escrevi um texto onde dei a minha opinião sobre qual deveria ser o futuro da mesma e quais os eventuais cenários que poderiam acontecer na própria associação. Fi-lo de consciência tranquila e arquei com as consequências do meu acto, sem nunca ofender ninguém, ou deixar o debate resvalar para vias que não são as mais correctas e que só desacreditam o associativismo estudantil e o fragilizam aos olhos do estudante médio. Todos os meus textos foram assinados por mim e nunca nenhum teve o objectivo de atentar a honra de nenhum colega, mesmo discordante da minha visão sobre o futuro da academia.
Nunca precisei de perseguir ninguém, de utilizar a sátira desprovida de ética, de reprimir colegas, de ameaçar pessoas e até de utilizar a expulsão, ou se preferirem esvaziamento de funções para vencer uma batalha política. Sempre acreditei que em democracia as batalhas políticas são ganhas com base na competência, no projecto apresentado e na forma integra como encaramos a vida. As pessoas não são burras e sabem observar de que lado estão aqueles que têm a coragem política de criticar abertamente o que acham errado e de que lado estão aqueles que, à falta de trabalho para apresentar, utilizam formas sujas de fazer política. Criticando apenas por criticar, expondo a imagem das pessoas muitas vezes ao ridículo, sem necessidade disso e sem estarem minimamente interessadas em conhecer as ideias e os projectos daqueles que se apresentam inevitavelmente como alternativa àquilo que se tornou o poder viciado, que utiliza todos os meios, mesmo os mais sujos para manter o seu protagonismo, que só é conseguido através do poder. Eu e certamente a maioria dos colegas da FDL preferimos afirmarmo-nos por outros valores como a amizade e o companheirismo, que aqueles que me conhecem sabem nunca lhes ter negado.
Termino agradecendo a todos os colegas que da mais diversa forma me têm feito chegar a sua solidariedade e garantindo que estarei sempre pronto para combater aquilo em que se tornou a nossa academia, desprovida de qualquer ética e onde vale tudo para atingir, ou neste caso manter, o poder. Aproveito para prestar igualmente solidariedade a todos aqueles que têm sido injustamente atacados e para avisar que estes ataques são apenas a prova tácita de que afinal existem pessoas e principalmente formas de fazer política que precisam de ser urgentemente combatidas.
Nós estudantes comuns temos que nos unir porque a liberdade está a passar por aqui e com a luta a justiça, em poucos meses, também virá.
Tuesday, April 25, 2006
O punho, o cravo, o céu e o mar...
Por muito que custe a muito boa gente (principalmente numa faculdade como a FDL, onde DIZEM existir muitas pessoas de direita) está aí mais um aniversário do 25 de Abril de 1974. Para recordar, para chamar à atenção, para nos lembrar que aquilo que de mais importante temos é a liberdade de sermos nós próprios.
Thursday, April 20, 2006
Coisas da vida e da academia (lol!)
Testemunhos da verdade
tanto vão de mão em mão
que se perdem com a idade
porque ninguém nasce ensinado
o que aprendi já está errado
não acredito no meu passado
é a queda de um anjo
em cima de um homem
e ao ganhar a idade
perde a razão
ontem liam os evangelhos
hoje é lei a constituição
"mas que ninguém me de conselhos"
nunca gostei que as maiorias
organizasse o meu dia-a-dia
não acredito em democracia
é a queda de um anjo
em cima de um homem
e ao ganhar a idade
perde a razão
a todos os anjos
de todos os sexos
agarrem as asas
ao cair no chão...
(A Queda de um Anjo, M. Ângelo - Delfins)
tanto vão de mão em mão
que se perdem com a idade
porque ninguém nasce ensinado
o que aprendi já está errado
não acredito no meu passado
é a queda de um anjo
em cima de um homem
e ao ganhar a idade
perde a razão
ontem liam os evangelhos
hoje é lei a constituição
"mas que ninguém me de conselhos"
nunca gostei que as maiorias
organizasse o meu dia-a-dia
não acredito em democracia
é a queda de um anjo
em cima de um homem
e ao ganhar a idade
perde a razão
a todos os anjos
de todos os sexos
agarrem as asas
ao cair no chão...
(A Queda de um Anjo, M. Ângelo - Delfins)
Thursday, April 06, 2006
Parabéns Rugby/Sevens da AAFDL
Tuesday, March 28, 2006
Sunday, March 26, 2006
Líder da JS favorável à adopção por casais homossexuais
Pedro Nuno Santos tem 28 anos, é licenciado em Gestão e líder da JS, desde o congresso de Guimarães em Julho de 2004. Tem marcado a agenda política por defender temas mais à esquerda da governação socialista, como a defesa dos casamentos homossexuais.
PÚBLICO - O que pensa do uso de embriões excedentários das técnicas de reprodução assistida para investigação científica?
PEDRO NUNO SANTOS - Sou a favor. Não há razão nenhuma para que esses embriões que são excedentários não possam ser utilizados para a investigação que terá como consequência a melhoria de vida das condições de vida das pessoas. É um recurso que considero de utilidade.
Concorda com a reprodução com recurso a gâmetas doados?
Sim. Não há também nenhuma razão de fundo a não ser os pontos de vista morais de cada um que impeça que esse gâmeta possa ser de um doador exterior ao casal.
Concorda que seja deixado ao critério dos especialistas o número de ovócitos a fertilizar?
Sim, porque aí estamos a entrar num campo já técnico o qual já não domino.
Concorda com o recurso a mães de aluguer? Se sim, quem deve ser considerada a mãe legal?
Bom, aí tenho dúvidas. Não consigo ter uma posição definitiva. Nomeadamente porque tenho receio que isso crie um mercado de barrigas de aluguer. Se estamos a falar de parentes próximos aí se calhar teria mais abertura, portanto, se tivermos a falar da mãe e da irmã causa menos confusão. Quanto à maternidade isso teria de ficar esclarecido desde o início, a maternidade poderia até ser partilhada, mas o que faz sentido é que seja a que dá a célula.
Concorda com o acesso ao casamento civil por parte de casais homossexuais?
Concordo. A nossa posição é conhecida, aliás esta batalha tem sido encabeçada por nós. Entendemos que não é aceitável que em pleno século XXI ainda se discriminem pessoas por causa da orientação sexual. Esta é uma das últimas discriminações na lei, e nós queremos acabar com ela. É esse o nosso grande objectivo, contribuir para que a igualdade plena seja uma realidade para todos os portugueses, o que ainda não é hoje. E o casamento é um dos elementos que permitirá essa igualdade plena. Relativamente aos timings do Partido Socialista, foram também definidos de acordo connosco. Nós sabíamos que a melhor altura para avançar no quadro parlamentar com essa proposta, seria depois do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez. Sobre essa matéria não há nenhum choque de opiniões. Neste momento o que quisemos fazer apresentar o projecto - lei e promover o debate.
Pensa que a adopção deve ser estendida a casais homossexuais?
Nesta fase em concreto não. No futuro, logo se verá. A prioridade da JS sobre esta matéria é o casamento. Pessoalmente sou a favor.
Qual é a sua posição sobre o aborto? Se é favor, acha que deve ser o Governo a alterar a lei, ou ela só deve ser alterada através de referendo?
Sim. A JS foi sempre contra o referendo, porque achávamos que direitos, liberdades e garantias não devem ser referendados. Mas depois de ter sido realizado o primeiro nós não podíamos ignorar essa realidade, que os portugueses tinham tido um e tinham dito que não. E temos consciência que uma alteração duradoura da lei será conseguida através de referendo. Isto é, nós queremos ganhar onde perdemos, e isso é no referendo.
É a favor da utilização terapêutica de cannabis?
Sim. A Juventude Socialista vai mais longe, é a favor da despenalização das drogas leves.
Quais são para si os limites à liberdade de expressão?
Os limites à liberdade de expressão terão sempre de ser individuais. Temos de ter consciência que aquilo que nós dizemos, que nós afirmamos tem consequências nos outros. Não quero com isto dizer que essa liberdade de expressão deva ser impedida ou restringida. Mas nós temos de ter consciência que ela tem um impacto. E portanto o bom senso deve prevalecer na forma como a usamos. No caso concreto que nós vivemos (o comunicado do ministro dos negócios estrangeiros a criticar a publicação dos cartoons), é preciso defender sem nenhuma hesitação a liberdade de expressão e o direito à publicação daquelas caricaturas. Aqui não há hesitação nenhuma da minha parte. Não quero com isto dizer que nós não devemos ter o cuidado quando percebemos o impacto que isso pode ter noutras pessoas. Mas, o limite será sempre definido por cada um, porque não devem ser impostas barreiras aquilo que nós dizemos. Temos de ter consciência que aquilo que vamos dizer vai ter um impacto nos outros e temos de medir se vale a pena naquele momento em concreto o exercício da liberdade de expressão, se as consequências forem demasiado graves temos de pensar se de facto vale a pena. A liberdade de expressão não deve ser gratuita não a devemos utilizar de forma leviana. Cabe a cada um ajuizar o seu uso.
Portugal devia construir uma central de energia nuclear como forma de combater a crise energética?
Seria uma irresponsabilidade da minha parte dar uma resposta definitiva sobre uma matéria que exige estudos e que exige tempo. Neste momento concordo com aquela que tem sido a posição do governo na actual legislatura não. Mas, não ponho de parte que o país deva estudar e deva estará aberto. Seria burrice dizer não até ao debate. Acho que nós devemos querer saber mais sobre a energia nuclear e só então dar uma resposta. Seria uma irresponsabilidade dizer sim ou não sem ter os dados necessários.
Qual é que acha que devia ser o enquadramento legal para a prostituição?
Faz falta um enquadramento legal para a prostituição em Portugal. Discordo em absoluto da legislação sueca que é a criminalização do cliente. Aliás, discordo em absoluto de qualquer forma de criminalização: da prostituta ou do prostituto e do cliente. A estratégia de criminalização só leva a uma maior marginalização da actividade com todos os prejuízos que isso tem, nomeadamente para a defesa da segurança e da saúde. O que nós queremos é uma regulamentação que garanta direitos sociais e de saúde para as pessoas que se dedicam à actividade, sem estar nesta fase preocupado com legalização de bordéis ou casas de prostituição. O que está em causa é assumir uma realidade que existe e tentar minimizar os danos desta realidade, que é difícil para as pessoas que dedicam a ela. Isso passa por garantir direitos de Segurança Social e de saúde para estas mulheres - digo mulheres porque são a esmagadora maioria. O enquadramento legal deve passar por aqui centrado nas pessoas que se dedicam à actividade e garantir direitos que hoje não estão garantidos. Esta situação de desenquadramento legal deixa as pessoas mais facilmente expostas à violência, às doenças sexualmente transmissíveis, ao proxenetismo. E portanto o enquadramento legal garante alguma protecção, uma vida com mais qualidade. Em frases sintéticas não é tão fácil explicar e dizermos se somos a favor ou contra a prostituição. É preciso dizer em que moldes. E os moldes são estes: garantir direitos de Segurança Social e de saúde para as pessoas que se dedicam à actividade.
21-03-2006 Público
Thursday, March 16, 2006
O enigma
Se por um lado é perceptível (apesar de não deixar de ser cómico) que Cavaco Silva escolha para o Conselho de Estado Dias Loureiro, gostava que alguém me explicasse que conselhos políticos, jurídico-constitucionais, de representação externa ou de comando das Forças Armadas, pode o conceituadíssimo neurocirurgião João Lobo Antunes dar ao Sr. Presidente.
O novo cartão de visita da FDL
Tuesday, February 21, 2006
20 anos do assassinato de Olof Palme (Comunicado JS/São João da Madeira)

A Juventude Socialista de São João da Madeira vem por este meio lembrar o vigésimo aniversário do assassinato do líder histórico do SAP (Socialdemokratiska Arbetareparti), partido social-democrata trabalhista sueco. Olof Palme, então primeiro-ministro sueco, foi assassinado a 28 de Fevereiro de 1986 quando saia de um teatro em Estocolmo e para sempre será lembrado como um dos mais acérrimos defensores do ideal de Estado Social escandinavo.
Olof Palme, enquanto primeiro-ministro, aplicou um modelo de conciliação do mercado livre com o estado social, tendo conseguido na Suécia uma economia forte com um dos níveis de assistência social mais altos do mundo. Será também eternamente lembrado como um pacifista, tendo sido contra o Apartheid e a guerra no Vietname, posições que lhe valeram uma forte antipatia de Washington.
São personalidades como estas que inspiram os jovens socialistas e lhes dão força para continuarem a contrariar os ideais neo-liberais que tanta força têm ganho nos últimos anos e que defendem uma anulação, quase total, do estado.
Gabinete de Imprensa da JS / São João da Madeira
Sunday, February 12, 2006
Processo de Bolonha - Meta Inadiável!
«O Processo de Bolonha representa um desafio tão importante como os que estão definidos na Estratégia de Lisboa, e que visam para a Europa os perfis próprios de um espaço económico mais dinâmico e competitivo do mundo, baseado no conhecimento e capaz de garantir um crescimento económico sustentável, com mais e melhores empregos e com maior coesão social.».
in Processo de Bolonha, MCES.
O Processo de Bolonha (PB) surge como consequência da vontade generalizada na Europa, de construção de um Espaço Europeu do Ensino Superior (EEES), que teria como principais objectivos a mobilidade de docentes e estudantes e a empregabilidade de diplomados.
Ao contrário do que se possa pensar, o PB não é um fenómeno exclusivo dos países da União Europeia. Tem actualmente 40 membros, incluíndo países como a Rússia, Islândia, Roménia e Turquia. Podemos assim ter uma melhor noção, de quão abrangente é a nível geográfico e cultural este Processo.
Na Declaração de Bolonha subscrita em Junho de 1999, 29 Ministros da Educação de Estados Europeus, definem num compromisso político, o estabelecimento até 2010 do EEES.
Para a sua concretização foram definidas seis linhas de acção, às quais se viriam juntar mais três, em Maio de 2001, em Praga.Essas linhas passam pela adopção de um sistema de graus comparável e legível (1); pela criação de um sistema de ensino superior baseado em dois ciclos (2); pelo estabelecimento de um sistema de créditos, mais tarde definido como European Credit Transfer System (ECTS) (3); pela promoção da mobilidade como factor de aprendizagem pelo contacto com diferentes regiões e realidades (4); foi ainda definida como linha de acção a cooperação europeia no domínio da avaliação da qualidade (5) e a promoção da dimensão europeia no Ensino Superior (6). Já em Praga, entendeu-se alargar o âmbito do PB ao fomento da aprendizagem ao longo da vida (7); ao maior envolvimento dos estudantes na gestão das instituições de Ensino Superior (8) e à promoção EEES como um Espaço atraente (9).
Para a sua concretização foram definidas seis linhas de acção, às quais se viriam juntar mais três, em Maio de 2001, em Praga.Essas linhas passam pela adopção de um sistema de graus comparável e legível (1); pela criação de um sistema de ensino superior baseado em dois ciclos (2); pelo estabelecimento de um sistema de créditos, mais tarde definido como European Credit Transfer System (ECTS) (3); pela promoção da mobilidade como factor de aprendizagem pelo contacto com diferentes regiões e realidades (4); foi ainda definida como linha de acção a cooperação europeia no domínio da avaliação da qualidade (5) e a promoção da dimensão europeia no Ensino Superior (6). Já em Praga, entendeu-se alargar o âmbito do PB ao fomento da aprendizagem ao longo da vida (7); ao maior envolvimento dos estudantes na gestão das instituições de Ensino Superior (8) e à promoção EEES como um Espaço atraente (9).
Tendo as linhas de acção como base, precisamos em Portugal de profundas reformas no nosso Ensino Superior, de forma a obtermos maior eficácia e modernização das nossas Instituições. Neste sentido, já se discute no Ministério da Ciência e do Ensino Superior (MCES) um conjunto de acções a realizar, das quais o Ministério destaca a consolidação do ECTS (1); a adopção de uma estrutura de grau baseada essencialmente em dois ciclos, sendo que a actual Lei de Bases ainda prevê três (2); a promoção da mobilidade de estudantes, de docentes e de pessoal não docente (3); o sistema nacional de avaliação e acreditação do Ensino Superior (4); a adopção de medidas que fomentem a participação dos estudantes em todas as fases de implementação do Processo (5); a adopção de medidas e programas necessários a uma maior atractividade do Ensino Superior, reforçando a concessão de bolsas de estudo a estudantes de países exteriores ao espaço europeu (6) e por fim, a adopção de medidas que enriqueçam a contribuição do Ensino Superior, na concretização da aprendizagem ao longo da vida (7).
Debruçar-nos-emos um pouco sobre o European Credit Tranfer System - ECTS, como vértice fundamental de Bolonha.Este sistema surge como instrumento de flexibilidade e de mobilidade no âmbito dos objectivos do PB. Vai influenciar a organização curricular, porque em vez de um sistema de concentração de conhecimentos e áreas de aprendizagem, passará a apostar no desenvolvimento de áreas curriculares alargadas.Já a vertente pedagógica será alterada na medida em que será fomentada uma metodologia de aprendizagem mais activa e participativa, «aprender a pensar, aprender a aprender e aprender a ensinar».Serão também especialmente trabalhadas as capacidades do ser humano que se ligam directamente à vida em comunidade, como a intercomunicação, a liderança, a inovação e a adaptação à mudança.
É intenção primeira do PB promover o gosto pelo saber e pelo conhecimento, sendo que todas as medidas desenvolvidas, visarão a concretização deste objectivo de construir um espaço europeu de ensino superior harmonizado e com a promoção do conhecimento como algo agradável e atraente.
Estamos já a trilhar um caminho do qual não há regresso. Este Processo será uma lufada de ar fresco no estagnado Sistema de Ensino Superior Português, na medida em que obrigará a investimentos materiais e humanos, e a profundas reformas que há muito julgamos necessárias. Cumpre-nos perante estes dados, assumir uma posição de vanguarda, mostrando-nos à Europa como pioneiros na evolução e na aplicação de tudo quanto foi acordado!
Pela liberdade... Maio outra vez..
Como da mesmo árvore sendo folhas
Nós somos reunidos por vento sufocante
Miséria é a noite e a guerra dilúvio
Do espelho que nos estendem resta o chumbo
E não só de ontem mas de sempre ousam
Voltaremnos ao nada a nós jovens de novo
A cada beijo terno como cada manhã
Nós que tiramos do futuro nossa luz
Os nossos amos têm marcas de um céu que é falso
Nós nossa força é nua e única e primeira
P'ra sempre no futuro nós sobre a terra os homens
E só suportaremos o peso da ventura
O peso leve e doce de rebentos e frutos.
Paul Éluard
Centro(?) Democrático (?) Social (?) / PP
Parece que o senhor que ganhou o Congresso do CDS/PP só com um discurso quer dar a esse grande partido a oportunidade de ser Governo de novo. Para isso reestruturou um tal de Conselho Económico e Social, que ninguém sabe que existe e que, provavelmente nem Ribeiro e Castro sabe o que é e para que serve.
Este homem que já provou ao mundo todo que os milagres existem, quer agora mostrar que eles podem existir provocados por um tal de Conselho Económico e Social.
Viva!
Thursday, February 09, 2006
Para ti amor meu... que amanhã voltarei a ver
"E apenas apareces
cantam todos os rios
em meu corpo, campanas
estremecem o céu,
e um hino enche o mundo.
Somente tu e eu,
somente tu e eu, amor meu,
o escutamos."
Pablo Neruda
cantam todos os rios
em meu corpo, campanas
estremecem o céu,
e um hino enche o mundo.
Somente tu e eu,
somente tu e eu, amor meu,
o escutamos."
Pablo Neruda
Sunday, February 05, 2006
A Inveja do Sr. Mendes.
O líder do PSD Luís Marques Mendes tem sido um fenómeno político nos últimos tempos. Quase não se dá por ele, não tanto pelas limitadas dimensões que o caracterizam, mas pela ausência de iniciativa e intervenção política. O sucesso que o tem acompanhado eleitoralmente só encontra explicação, por acontecer num País onde a inércia é premiada, e a iniciativa punida.
O dito subiu este fim de semana a um montinho de listas telefónicas, para nos dar oportunidade de ouvir as suas doutas palavras. Brindou-nos então, com mais um chorrilho de asneiras…
Citá-lo-ei antes demais: «Não compreendo esta atitude de mais de metade dos ministros terem estado de uma forma subserviente, quase de boca aberta, a receber, ouvir e aplaudir o senhor Bill Gates. (…) Acho ridículo e um acto de um provincianismo enorme». Não contente disparou ainda: «Compreendo a vinda do senhor Bill Gates a Portugal e compreendo mesmo a utilidade que possa ter para tentar reanimar o plano tecnológico do Governo, que tem estado moribundo e desorientado».
Citá-lo-ei antes demais: «Não compreendo esta atitude de mais de metade dos ministros terem estado de uma forma subserviente, quase de boca aberta, a receber, ouvir e aplaudir o senhor Bill Gates. (…) Acho ridículo e um acto de um provincianismo enorme». Não contente disparou ainda: «Compreendo a vinda do senhor Bill Gates a Portugal e compreendo mesmo a utilidade que possa ter para tentar reanimar o plano tecnológico do Governo, que tem estado moribundo e desorientado».
Não vamos julgar a atitude dos Ministros. Julgaremos antes a atitude do líder da oposição, que qual menino com inveja dos amigos dos adversários políticos e do protagonismo que isso lhes traz, vêm a terreiro criticar o facto de estes receberem em conjunto uma personalidade como Bill Gates, cuja história, posição e influência não vou relembrar, por o considerar despiciendo. Falamos ainda por cima, de receber alguém que se deslocou a Portugal, para anunciar e apresentar um investimento com uma dimensão sem precedentes no nosso País.
Aproveitou ainda, para de forma triste dar uma facadinha no Plano Tecnológico. Água mais uma vez. Talvez esta tenha sido a única altura dos últimos meses em que o Sr. Mendes se deveria ter abstido de falar neste Plano. Mas será que alguém acredita que Bill Gates faria um investimento tão avultado num Plano Tecnológico moribundo? Será que Marques Mendes não percebe que centrou os holofotes numa conquista do Governo Sócrates, que terá grande influência no futuro de Portugal, por de uma assentada beneficiar 1 em cada 10 Portugueses, a custo 0 para o País?
Santa Inveja, quanta influência tens tu sobre os Homens…
Wednesday, February 01, 2006
JS avança com casamento entre homosexuais
A Juventude Socialista vai apresentar, no início da próxima semana, um projecto-lei para legalizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
JS empenhada em acabar discriminação contra homossexuais
A Juventude Socialista entende que a actual legislação, respeitante ao casamento, é claramente violadora dos direitos, liberdades e garantias consagrados na Constituição da República Portuguesa, uma vez que não permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A Juventude Socialista entende, ainda, que a discriminação na sociedade portuguesa quanto aos homossexuais é totalmente inaceitável, e encontra-se, pois, profundamente empenhada em aprovar medidas legislativas que combatam a discriminação nesta matéria.
A JS está, como sempre esteve, ao lado da luta pelos direitos de todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual e contra todo o tipo de discriminação e desrespeito pela diferença.
Tuesday, January 31, 2006
Grande Marques Mendes...
Sunday, January 29, 2006
Saturday, January 28, 2006
Quando sei que existe um amanhã
Por vezes parece que acordamos com o mundo contra nós, pensamos que não somos amados e que existe uma onda infame de mentira que visa destruir o sentimento que a sangue e fogo fomos arrancando e construindo um ao outro.
Talvez pensem que deveria desistir de quem amo e sempre amei, talvez pensem que deveria tentar olhar para um outro futuro, mas existem relacionamentos de uma vida e estes são os únicos inevitáveis e que ninguém pode, nem consegue, derrubar.
É por isso que te amo... mesmo estando junto ao Tejo e tu em São João da Madeira... Obrigado por tudo Isabel... E que nunca mais sejamos interrompidos na nossa vida..
"Posso ser uma pessoa desprezível, mas, quando fala em mim a verdade, sou invencível"
Ghandi
Friday, January 27, 2006
Migalha a migalha...
GOVERNO APOSTA FORTE NA MANUTENÇÃO E CRIAÇÃO DE EMPREGO
O desemprego é talvez um dos maiores flagelos que atingue os jovens deste país. É portanto, importante que qualquer governo, mas acima de tudo um governo consciente, olhe para este flagelo com especial atenção.
No passado dia 20 de Janeiro, o Primeiro-Ministro, Eng. José Sócrates e o Ministro da Economia, Dr. Manuel Pinho, participaram na apresentação do projecto Aquanattur, onde se conseguiu fazer o pleno: manter 220 postos de trabalho e ainda criar mais 110.
É com migalhas, ainda que muito pequenas, que a pouco e pouco se constrói um bolo grande. Vamos dar tempo ao tempo, porque agora Portugal tem um rumo.
Wednesday, January 25, 2006
Monday, January 23, 2006
Saudades de casa
Mesmo perdendo, soube dar o exemplo... pela mesma razão de sempre, PORTUGAL
És e sempre serás um exemplo de cidadania, alguém que sabe ouvir a juventude, alguém que nunca baixou os braços, alguém que não precisava destas eleições para nada, alguém que em nome do NOSSO Partido Socialista ousou lutar até ao fim, alguém que com 81 anos soube fazer uma campanha na rua com o povo ao qual pertences e és e sempre serás o pai do nosso Portugal democrático!Obrigado e força camarada! Estarei contigo em todas as batalhas e saberei sempre ver o teu exemplo de coragem, como uma lição de vida à juventude do teu/nosso Portugal!
Thursday, January 19, 2006
Milhares na Baixa de Lisboa a gritar Soares na segunda volta!
Hoje de tarde Mário Soares desceu o Chiado e a Rua Augusta acompanhado por milhares de populares que gritaram bem alto: "Soares na segunda volta!". Esta manifestação de apoio popular, juntamente com a mobilização histórica no jantar de hoje na segunda volta mostram que há esperança numa segunda volta. Neste momento Cavaco Silva está na linha de água e todos os votos em Mário Soares são precisos para conseguirmos uma segunda volta!Pela Liberdade outra vez! Mário Presidente 3!
Amanhã não se esqueçam:
20 de Janeiro - 21:00 - Porto - Pavilhão Rosa Mota (Comício de encerramento da campanha!)
Wednesday, January 18, 2006
SOARES RUMO À SEGUNDA VOLTA!
Segunda volta regressa à agenda Faltam três dias para as eleições, Cavaco continua muito à frente dos adversários, mas tem perdido terreno nas sondagens, o suficiente para que se instale a dúvida: conseguirá vencer à primeira volta? “Ninguém terá certezas” até domingo, garantem os responsáveis dos centros de sondagens.
Especialistas apontam quatro factores que baralham as contas:
1 - Abstenção vale 10% dos eleitores
2 - Maioria dos indecisos está à esquerda
3 - Só as últimas sondagens reduzem margem de erro
4 - Em 2001, Sampaio teve menos 9,5% do que indicavam as sondagens.
Diário Económico
Vamos mostra que "NINGUÉM PÁRA O SOARES" !
Amanhã (quinta-feira) às 16:00, junto à brasileira, convocam-se todos os lisboetas a estarem presentes na descida do Chiado (Baixa de Lisboa). Sabemos que estamos muito perto de uma segunda volta com Cavaco Silva, vamos unir esforços e mostrar a nossa força e convicção, AMANHÃ VAMOS CUMPRIR PORTUGAL!Pela Liberdade outra vez vota Mário Presidente 3!
Tuesday, January 17, 2006
As macacadas do senhor Aníbal
Esta imagem é hilariante. Tal como hilariantes são (digo hilariantes para não dizer cómicos... porque cómicos são os palhaços!) todos aqueles que utilizam a ideia de que Soares teria a tentação de se imiscuir não nas competências governamentais mas na vida interna do Partido Socialistacaso fosse eleito PR. Acabam por ser mesmo muito hilariantes, é que... nós não temos nenhum Marques Mendes como líder!
Haja paciência!
Comboio MP3 - Rumo à 2ª Volta
Na próxima sexta-feira, dia 20 de Janeiro, o MP3 prepara um grande encerramento de campanha com o Comboio "MP3 - Rumo à 2ª Volta". Este comboio levará jovens de todo o país para o comício de encerramento, no Porto.
Podes entrar no comboio numa destas paragens: 14h00 - Santa Apolónia (Lisboa) 14h15 - Oriente (Lisboa) 15h00 - Santarém 15h20 - Entroncamento 16h00 - Pombal 16h30 - Coimbra 17h00 - Aveiro 17h35 - Espinho 17h49 - Devesas (Gaia) SAÍDA O mesmo comboio fará a viagem de regresso com saída de São Bento (Porto) à 1h00.
Inscrições (obrigatórias) através dos números 21 340 00 50/1/2
Participa!
Saturday, January 14, 2006
"Quase perfeito.."
Sabe bem ter-te por perto
sabe bem tudo tao certo
sabe bem quando te espero
sabe bem beber quem quero...
quase que não chegava a tempo de me deliciar
quase que nao chegava a horas de te abraçar
quase que nao recebia a prenda prometida
quase que nao devia existir tal companhia
nao me lembras o céu, nem nada que se pareça
nao me lembras a lua, nem nada que se escureça
se um dia me sinto nua, tomara que a terra estremeça
e a minha boca na tua, eu confesso não sei da cabeça
se um beijo é quase perfeito, perdidos num rio sem leito
que dirá se o tempo nos der, o tempo a que temos direito
se um dia um anjo fizer a seta bater-te no peito
se um dia o diabo quiser faremos o crime perfeito...
João obrigado pelo convite a participar no teu blog e obrigado por seres esse puto fantastico! Beijinhos
Sabe bem ter-te por perto
sabe bem tudo tao certo
sabe bem quando te espero
sabe bem beber quem quero...
quase que não chegava a tempo de me deliciar
quase que nao chegava a horas de te abraçar
quase que nao recebia a prenda prometida
quase que nao devia existir tal companhia
nao me lembras o céu, nem nada que se pareça
nao me lembras a lua, nem nada que se escureça
se um dia me sinto nua, tomara que a terra estremeça
e a minha boca na tua, eu confesso não sei da cabeça
se um beijo é quase perfeito, perdidos num rio sem leito
que dirá se o tempo nos der, o tempo a que temos direito
se um dia um anjo fizer a seta bater-te no peito
se um dia o diabo quiser faremos o crime perfeito...
João obrigado pelo convite a participar no teu blog e obrigado por seres esse puto fantastico! Beijinhos
Ainda existirá amor de perdição?
"Viram-na, um momento, bracejar, não para resisitir à morte, mas para abraçar-se ao cadáver de Simão, que uma onda lhe atirou aos braços. O comandante olhou para o sítio onde Mariana se atirara, e viu, enleado no cordame, o avental, e à flor da água, um rolo de papéis, que os marujos recolheram na lancha. Eram, como sabem, a correspondência de Teresa e Simão"Thursday, January 12, 2006
Vota na LIBERDADE outra vez - Vota Mário Presidente 3

A sondagem da TVI de hoje deixa o professor Cavaco Silva a pouco mais de 1% de ganhar as eleições à primeira volta e coloca os candidatos Mário Soares e Manuel Alegre técnicamente empatados. Claro que temos que ter em conta outras sondagens que nos sugerem números muito piores para as candidaturas democratas de esquerda.
Resta concluir que é impossível haver tanta disparidade entre sondagens e que a verdadeira decisão está na mão dos portugueses, que dia 22 vão decidir qual será o melhor presidente para assegurar a estabilidade política no nosso país e o regular funcionamento das instituições.
Faço apenas um apelo para que todos votemos no candidato com mais experiência, com mais projecção internacional para representar o nosso país, naquele que melhor sabe ouvir e unir os portugueses e que já deu provas que consegue levar o nosso Portugal a um bom porto.
Vota Mário Soares!
A Liberdade não morre solteira
Sendo este o meu primeiro post no blog, quero em primeiro cumprimentar todos aqueles que o lêem e assumir o compromisso que tentarei tanto quanto me for possível escrever com assiduidade e com pertinência.
Vou deixar aqui apenas uma pergunta.
Porque é que sempre que a comunicação social, especialmente a imprensa escrita sempre que fala dos gastos desta campanha presidencial, mostra sempre imagens da campanha de Mário Soares, quando o candidato que gasta mais nesta campanha é Cavaco Silva?
Vou deixar aqui apenas uma pergunta.
Porque é que sempre que a comunicação social, especialmente a imprensa escrita sempre que fala dos gastos desta campanha presidencial, mostra sempre imagens da campanha de Mário Soares, quando o candidato que gasta mais nesta campanha é Cavaco Silva?
Wednesday, January 11, 2006
Trabalho de Ciência Política e Direito Constitucional sobre a obra "A Student's Guide to Political Philosophy" de Harvey C. Mansfield
João Gomes Ferreira de Almeida
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
Turma A / 1
“Não dizemos que um homem que não revela
interesse pela política é um homem que não
interfere na vida dos outros; dizemos que não
interfere na vida.”
(Oração fúnebre de Péricles, in Tucídides,
História da Guerra de Peloponeso, 147)
Quando analisamos a obra “A Student’s Guide to Political Philosophy” temos que, em primeiro lugar, ter em conta que se trata de um manual de estudo de filosofia política e não de ciência política, como tal, não existe uma intenção objectiva de incutir nos estudantes qualquer tipo de ideologia, ou até, dos levar a compreender qual é a melhor forma de pensamento político e consequente modo de governação do estado. Prova disto mesmo é o pensamento do filósofo Kant, um dos melhores da história da humanidade, que afirmava: “De mim não aprendereis filosofia, antes como filosofar, não aprendereis pensamentos para repetir, mas antes como pensar”.
O objectivo único deste guia é expor de forma sintética os pensamentos de alguns dos grandes pensadores que marcaram a evolução do pensamento político e que se tornaram responsáveis, indubitavelmente, pelas maiores proezas atingidas no nosso século, mas também pelos maiores desastres. Como tal, encontramos exposições que vão de autores clássicos como Platão, Sócrates e Aristóteles, passando por autores medievais como Santo Agostinho e São Tomás de Aquino e culminando em autores como Roussseau, Hobbes e Marx.
Torna-se importante referir que, na maioria dos casos, se torna redutor a análise feita por Harvey C. Mansfield a alguns dos autores que nos são apresentados. A título de exemplo é importante referir que um bom estudante de filosofia política, nunca poderá ter uma visão abrangente do pensamento comunista de Karl Marx e Frederich Engels socorrendo-se exclusivamente das ideias que nos são apresentadas, tal como não faz qualquer sentido abordar esta temática sem nos socorrermos de outros autores posteriores aos mesmos para que possamos compreender a evolução do pensamento comunista. Falo pois de Bernestein e Kautsky precursores da social-democracia, de Leon Trotsky precursor do pensamento da “revolução permanente” marxista e até mesmo Keinz que lançou a concepção de “Estado Social”, responsável por grande parte da evolução dos estados ocidentais e que hoje se encontra em risco pelas novas doutrinas liberais que reclamam a anulação total e letal do estado e o consequente aumento da disparidade económica entre as classes sociais.
Não querendo fazer deste trabalho um resumo da obra que acabamos de ler, gostava de frisar, que já Aristóteles dizia que “o homem é um animal político” e que esta ideia continuou a ser defendida e difundida por inúmeros pensadores, até aos dias de hoje. Para comprovar esta afirmação basta analisar a frase de um dos maiores poetas, combatentes e mestres do teatro da história da humanidade Bertolt Brechet: “o pior ignorante é o ignorante político, não sabe o imbecil que é da sua ignorância que nasce a prostituta”. Não querendo satirizar a situação, posso provar a justeza destas afirmações e ir mais longe ao dizer que, sem sombra de dúvidas, o homem é obrigado a viver, na minha opinião, sobre tutela de um estado e de uma sociedade eminentemente política. Comprovou-nos Hobbes com a sua análise ao estado natureza (que pré-existe a sociedade) e também o próprio J. J. Rousseau, embora com visões bastante diferentes do mesmo. De salientar que o pensamento de Hobbes precede e em parte advém do pensamento de Maquiavel para quem uma pessoa só detém o poder ou através da adoração ou sendo temido. Todo este pensamento encontra-se descrito no livro colocado para análise e começa com Hobbes, passa por Kant e Locke e termina com Rousseau e Nietzsche, este último, precursor do conflito da natureza contra a razão.
No fundo, durante todo o livro, apontam-se caminhos que foram traçados por diversas personalidades da história do pensamento universal. Enunciam-se autores e explicam-se teorias e concepções políticas da sociedade e procurar-se sintetizar a filosofia política. Todos estes ingredientes, a precisão da escolha dos autores abordados e como não poderia deixar de ser, a inevitável, sequência histórica que nos é apresentada, tornam este livro uma preciosidade para a melhor compreensão das teorias políticas da filosofia normativa.
“Todos os filósofos que investigaram os fundamentos da sociedade sentiram necessidade de retroceder até um estado de natureza, mas nenhum chegou lá […]. Em suma, todos eles, insistindo constantemente em necessidade, avidez, opressão, desejos e orgulho, transferiram para o estado de natureza ideias que foram adquiridas em sociedade. E, assim, em vez de falarem do selvagem, descreveram o homem social”.
(Rousseau, Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, 50)
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
Turma A / 1
“Não dizemos que um homem que não revela
interesse pela política é um homem que não
interfere na vida dos outros; dizemos que não
interfere na vida.”
(Oração fúnebre de Péricles, in Tucídides,
História da Guerra de Peloponeso, 147)
Quando analisamos a obra “A Student’s Guide to Political Philosophy” temos que, em primeiro lugar, ter em conta que se trata de um manual de estudo de filosofia política e não de ciência política, como tal, não existe uma intenção objectiva de incutir nos estudantes qualquer tipo de ideologia, ou até, dos levar a compreender qual é a melhor forma de pensamento político e consequente modo de governação do estado. Prova disto mesmo é o pensamento do filósofo Kant, um dos melhores da história da humanidade, que afirmava: “De mim não aprendereis filosofia, antes como filosofar, não aprendereis pensamentos para repetir, mas antes como pensar”.
O objectivo único deste guia é expor de forma sintética os pensamentos de alguns dos grandes pensadores que marcaram a evolução do pensamento político e que se tornaram responsáveis, indubitavelmente, pelas maiores proezas atingidas no nosso século, mas também pelos maiores desastres. Como tal, encontramos exposições que vão de autores clássicos como Platão, Sócrates e Aristóteles, passando por autores medievais como Santo Agostinho e São Tomás de Aquino e culminando em autores como Roussseau, Hobbes e Marx.
Torna-se importante referir que, na maioria dos casos, se torna redutor a análise feita por Harvey C. Mansfield a alguns dos autores que nos são apresentados. A título de exemplo é importante referir que um bom estudante de filosofia política, nunca poderá ter uma visão abrangente do pensamento comunista de Karl Marx e Frederich Engels socorrendo-se exclusivamente das ideias que nos são apresentadas, tal como não faz qualquer sentido abordar esta temática sem nos socorrermos de outros autores posteriores aos mesmos para que possamos compreender a evolução do pensamento comunista. Falo pois de Bernestein e Kautsky precursores da social-democracia, de Leon Trotsky precursor do pensamento da “revolução permanente” marxista e até mesmo Keinz que lançou a concepção de “Estado Social”, responsável por grande parte da evolução dos estados ocidentais e que hoje se encontra em risco pelas novas doutrinas liberais que reclamam a anulação total e letal do estado e o consequente aumento da disparidade económica entre as classes sociais.
Não querendo fazer deste trabalho um resumo da obra que acabamos de ler, gostava de frisar, que já Aristóteles dizia que “o homem é um animal político” e que esta ideia continuou a ser defendida e difundida por inúmeros pensadores, até aos dias de hoje. Para comprovar esta afirmação basta analisar a frase de um dos maiores poetas, combatentes e mestres do teatro da história da humanidade Bertolt Brechet: “o pior ignorante é o ignorante político, não sabe o imbecil que é da sua ignorância que nasce a prostituta”. Não querendo satirizar a situação, posso provar a justeza destas afirmações e ir mais longe ao dizer que, sem sombra de dúvidas, o homem é obrigado a viver, na minha opinião, sobre tutela de um estado e de uma sociedade eminentemente política. Comprovou-nos Hobbes com a sua análise ao estado natureza (que pré-existe a sociedade) e também o próprio J. J. Rousseau, embora com visões bastante diferentes do mesmo. De salientar que o pensamento de Hobbes precede e em parte advém do pensamento de Maquiavel para quem uma pessoa só detém o poder ou através da adoração ou sendo temido. Todo este pensamento encontra-se descrito no livro colocado para análise e começa com Hobbes, passa por Kant e Locke e termina com Rousseau e Nietzsche, este último, precursor do conflito da natureza contra a razão.
No fundo, durante todo o livro, apontam-se caminhos que foram traçados por diversas personalidades da história do pensamento universal. Enunciam-se autores e explicam-se teorias e concepções políticas da sociedade e procurar-se sintetizar a filosofia política. Todos estes ingredientes, a precisão da escolha dos autores abordados e como não poderia deixar de ser, a inevitável, sequência histórica que nos é apresentada, tornam este livro uma preciosidade para a melhor compreensão das teorias políticas da filosofia normativa.
“Todos os filósofos que investigaram os fundamentos da sociedade sentiram necessidade de retroceder até um estado de natureza, mas nenhum chegou lá […]. Em suma, todos eles, insistindo constantemente em necessidade, avidez, opressão, desejos e orgulho, transferiram para o estado de natureza ideias que foram adquiridas em sociedade. E, assim, em vez de falarem do selvagem, descreveram o homem social”.
(Rousseau, Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, 50)
O país em que vivemos...
De alguns tempos para cá venho tomando consciência do país que temos... Infelizmente, nem tudo é como gostamos e por vezes temos que admitir que ainda muito há a fazer para mudar algumas «cabecinhas» de uns quantos portugueses que ainda teimam em viver no Antigo Regime.
A concepção de que uma pessoa por ter 81 anos de idade tem que estar em casa a cuidar dos netos, de fraldas e na cama a dormir, é a confirmação de que o povo português ainda não evoluiu totalmente as suas maneiras de pensar. Estranho porém, é ver-se inclusive, pessoas de igual idade ou superior, a tecer de forma ofensiva considerações acerca dessa concepção.
Para mim, nesta campanha presidencial, ganham pontos os jovens, que têm olhado de uma maneira diferente para o Dr. Mário Soares. Seria normal que os jovens fossem os primeiros a dizer que não se encontravam representados numa pessoa de 81 anos mas, pelo contrário, são aqueles que nas ruas mais o estimam e creio que essa estima não virá por certo do fruto da idade, mas sim, do facto de saberem que naquele candidato existe um pensamento sobre tudo e sem qualquer tabú.
O vencedor, mesmo que derrotado nas urnas, será sempre o Dr. Mário Soares, pois ficará para a história como alguém que enfrentou o preconceito da idade quando o único objectivo e razão que tinha para lutar era: Portugal.
A concepção de que uma pessoa por ter 81 anos de idade tem que estar em casa a cuidar dos netos, de fraldas e na cama a dormir, é a confirmação de que o povo português ainda não evoluiu totalmente as suas maneiras de pensar. Estranho porém, é ver-se inclusive, pessoas de igual idade ou superior, a tecer de forma ofensiva considerações acerca dessa concepção.
Para mim, nesta campanha presidencial, ganham pontos os jovens, que têm olhado de uma maneira diferente para o Dr. Mário Soares. Seria normal que os jovens fossem os primeiros a dizer que não se encontravam representados numa pessoa de 81 anos mas, pelo contrário, são aqueles que nas ruas mais o estimam e creio que essa estima não virá por certo do fruto da idade, mas sim, do facto de saberem que naquele candidato existe um pensamento sobre tudo e sem qualquer tabú.
O vencedor, mesmo que derrotado nas urnas, será sempre o Dr. Mário Soares, pois ficará para a história como alguém que enfrentou o preconceito da idade quando o único objectivo e razão que tinha para lutar era: Portugal.
Sunday, January 08, 2006
Saudade de Jorge Sampaio.
Numa altura em que apenas o futuro da Presidência da República é discutido, vimos a terreiro fazer a apologia do Presidente cessante. Em tempo de passagem de testemunho, é lugar comum em Portugal esquecermo-nos do Rei Morto, sendo useiro e vezeiro lançar os holofotes sobre quem terá o poder, em detrimento de quem cessa a sua posse.Pelo Presidente que foi, Jorge Sampaio merece todos os holofotes do País. Escrevemos sobre ele para que jamais seja esquecido, porque durante esta campanha, mais do que pensar em quem votaremos, algo que decidimos bem cedo, temos pensado na falta que nos faz nesta eleição, um Homem como Ele em quem votar.Adiante. Amiúde criticado, Sampaio foi para nós o melhor Presidente da República de Portugal até aos nossos dias. Foi um verdadeiro Chefe de Estado, na acepção Constitucional da palavra, aquela que é importante cumprir e que tão mal tratada tem sido, pois é a Lei Fundamental que nos deve orientar, e não os instintos passageiros e conjunturais.Homem culto e que o soube ostentar sempre que necessário, cultor da língua portuguesa, sensível (por vezes até demais) aos problemas dos portugueses. Desde cedo demonstrou as suas enormes preocupações com as vítimas da sociedade dos tempos modernos, quando da sua participação na Comissão Europeia dos Direitos do Homem no Conselho da Europa, onde realizou um importante trabalho na defesa dos Direitos Fundamentais.Portugal, sociedade e cultura são três palavras que conjugadas definem aquela que foi a sua actuação. São no nosso entender estas que devem orientar um Presidente da República, e da sua concretização deriva a nossa admiração pela Pessoa aqui retratada. Soube debruçar-se sobre o País, sobre o País real. Mais do que viajar lá fora, viajou cá dentro, deu a conhecer as pessoas e as tradições, promoveu Portugal e os seus problemas, a sua sabedoria e a sua elegância.
Mas não se limitou a aquém fronteiras. Porque o Presidente da República representa também parte importante da política externa de Portugal, Jorge Sampaio foi exemplar lidando com o problema da independência de Timor-Leste, alcançando um plano de destaque na política internacional.Foi nos seus mandatos que terminou a tradição de a Presidência da República ser uma fonte de problemas para a estabilidade do País o dos Governos. Depois das sagas do General Ramalho Eanes e de Mário Soares que muitas vezes actuaram como forças de bloqueio, Jorge Sampaio, com uma postura construtiva, séria e sempre credível, marcou a diferença para aquela que era neste campo, a triste história recente de Portugal. Na única questão polémica, estamos certos que Sampaio agiu bem ao não convocar eleições antecipadas após a resignação de Durão Barroso. Mesmo nesta situação não cedeu às pressões de toda a esquerda interna, aquela que é a sua proveniência política.É por tudo isto que temos Jorge Sampaio como uma das figuras do início do séc. XXI em Portugal. Estamos certos que após as eleições justiça será feita, e que o actual Presidente da Republica ficará condignamente marcado na história de Portugal.Como cultor impar da língua portuguesa, aliado a uma sensibilidade também rara, Sampaio conhece como poucos a palavra saudade, a mais portuguesa de todas e a primeira que nos vem à cabeça, quando por estes dias se nos depara o seu nome.
Mas não se limitou a aquém fronteiras. Porque o Presidente da República representa também parte importante da política externa de Portugal, Jorge Sampaio foi exemplar lidando com o problema da independência de Timor-Leste, alcançando um plano de destaque na política internacional.Foi nos seus mandatos que terminou a tradição de a Presidência da República ser uma fonte de problemas para a estabilidade do País o dos Governos. Depois das sagas do General Ramalho Eanes e de Mário Soares que muitas vezes actuaram como forças de bloqueio, Jorge Sampaio, com uma postura construtiva, séria e sempre credível, marcou a diferença para aquela que era neste campo, a triste história recente de Portugal. Na única questão polémica, estamos certos que Sampaio agiu bem ao não convocar eleições antecipadas após a resignação de Durão Barroso. Mesmo nesta situação não cedeu às pressões de toda a esquerda interna, aquela que é a sua proveniência política.É por tudo isto que temos Jorge Sampaio como uma das figuras do início do séc. XXI em Portugal. Estamos certos que após as eleições justiça será feita, e que o actual Presidente da Republica ficará condignamente marcado na história de Portugal.Como cultor impar da língua portuguesa, aliado a uma sensibilidade também rara, Sampaio conhece como poucos a palavra saudade, a mais portuguesa de todas e a primeira que nos vem à cabeça, quando por estes dias se nos depara o seu nome.
Luis Bigotte Chorão apoia Mário Soares
O fundador da NovaDemocracia (PND) Luís Bigotte Chorão lançou recentemente o seu apoio público à candidatura de Mário Soares à presidência da república. O famoso jurísta junta-se ao lote de portugueses que, independentemente da orientação ideológica, decidiram apoiar a única candidatura com capacidade para assegurar a estabilidade política ao nosso país.
Afinal, depois da JP renunciar o apoio a Cavaco Silva, a direita começa a ficar dividida.
Volta Portas! Tu és capaz de vencer "isto"!
Depois da frase: "O terrorismo provém da esquerda" este senhor mais uma vez superou-se: "Che Guevara foi um dos piores assassinos do final do século XX". O que mais me deixa estupefacto neste homem é:
1- ele existir;
2 - ele pensar que um tal CDS/PP existe.
De resto... tudo na mesma.
"Next (director) please!"
Quero apenas aqui deixar uma nota de completo repúdio pela escolha da capa do Expresso desta semana. Mostrando uma parcialidade e mesmo cumplicidade a que já nos habituou, este semanário (que tanto vende em Portugal) subverte completamente a noção jornalística de independência e imparcialidade a todos os níveis... semana após semana.
O que é mais triste é que esta situação acontece no seguimento de declarações de Mário Soares criticando a comunicação social e o modo como têm conduzido a pré-campanha eleitoral, sendo seguidas de exclamações indignadas do "patrão" do Expresso, esse sr. Pinto Balsemão. Não há coincidências!
2 semanas para salvar Portugal

Estamos a duas semanas das eleições presidênciais, esperemos que todos os humanistas e democratas se unam para que os portugueses levem Mário Soares à segunda volta.
Lembro as palavras de hoje de Medina Carreira, que em campanha pelo Professor Cavaco Silva, disse que o humanismo não resolve os problemas económicos do nosso país. Talvez seja preciso lembrar à candidatura do PSD , 1/2 PP e 1/4 da JP que foi a falta de humanismo do então primeiro-ministro Cavaco Silva que levou à degradação do nosso ensino e à ploriferação de betão, em detrimento da saúde, habitação jovem e educação.
Wednesday, January 04, 2006
Crónica de uma morte anunciada
Este poema tem uns anitos, mas hoje veio à conversa no bar da FDL e lembrei-me do partilhar, afinal faltam apenas 5 dias para fazerem 3 anos que morreu esta figura da esquerda portuguesa.
(sobre o falecimento de João Amaral 10/01/03)
“Herói é quem num muro branco inscreve
O fogo da palavra que o liberta;
Sangue do homem novo que diz povo
e morre devagar de morte certa.”
José Carlos Ary dos Santos
Foi já durante a noite
Que a notícia chegou,
A morte havia calado mais um
Camarada de sonho,
Calou-se hoje a voz
De quem pela consciência se regeu,
O destino tirou a vida
A quem a tudo resistiu,
Arrancaram hoje,
Mais uma pétala ao rubro cravo de abril,
Morreu o homem, mas não a obra
Foi-se um rosto, mas não a luta.
Nada mata o sonho!
João Gomes
(sobre o falecimento de João Amaral 10/01/03)
“Herói é quem num muro branco inscreve
O fogo da palavra que o liberta;
Sangue do homem novo que diz povo
e morre devagar de morte certa.”
José Carlos Ary dos Santos
Foi já durante a noite
Que a notícia chegou,
A morte havia calado mais um
Camarada de sonho,
Calou-se hoje a voz
De quem pela consciência se regeu,
O destino tirou a vida
A quem a tudo resistiu,
Arrancaram hoje,
Mais uma pétala ao rubro cravo de abril,
Morreu o homem, mas não a obra
Foi-se um rosto, mas não a luta.
Nada mata o sonho!
João Gomes
Da incontinência de ideias à ejaculação precoce
O nosso caro Maquiavel, lembro o contemporâneo, lançou no seio da AAFDL o debate em torno do termo "incontinência de ideias". Peculiar para muitos, invulgar para alguns e até ridículo para outros, teve um impacto inesperado no seio da academia e teve, inclusivé, lugar a destaque no nosso saudoso "Berro" tertuliano.
Mas o que tenho vindo a notar é que esta expressão começa cada vez mais a ter sentido, quando observo algumas atitudes de conhecidos meus, que insistentamente e talvez por falta de formação política, social e qui ça pessoal, insistem em ter atitudes que mais não são do que ridículas. Por vezes é preciso pensar que a amizade deve, inconturnavelmente, estar num patamar bastante elevado na nossa forma de encarar a vida e que é necessário saber solidificar a mesma e principalmente ser fiel à mesma. Para mim, a experiência de estar num grupo de amigos, ou mesmo numa organização política, mais do que um teste de sensatez e inteligência é, idubitavelmente, um teste de carácter.
Para ser realmente franco, acho que estamos a atingir patamares na sociedade moderna que ultrapassam a incontinência de ideias do Maximus Prudentium Maquiavel e fazem com que estejamos perante o fenómeno da ejaculação precoce de ideias e atitudes, que peço me permitam introduzir no vocabulário deste "em nome da liberdade".
Tuesday, January 03, 2006
Óbvio! Tão óbvio...
É muito curioso o modo como foi retratada a crise energética (de resto ainda em vigor) entre a Ucrânia e a Russia nos nossos meios de comunicação audiovisual. Foram apresentados os motivos de tensão entre os dois países e a repercussão que teria em muitos países da Europa. Mas no fim lá estavam os jornalistas com um enorme sorriso no rosto a anunciar: "Em Portugal não há este perigo, porque o nosso gás natural provém da Argélia".
_
Ah bom... fico muito mais descansado!
Monday, January 02, 2006
De volta às aulas... na gloriosa FDL
"Teoria é quando se sabe tudo e nada funciona. Prática é quando tudo funciona e ninguém sabe o por quê. Nesta universidade, conjugam-se teoria e prática: nada funciona e ninguém sabe o porquê"
Cartaz de uma universidade do NepalE esta hein??
Lista das preferências de Orge
Alegrias, as não medidas
Peles, as não extorquidas.
Histórias, as ininteligíveis
Conselho, os inexequíveis.
Solteiras, as jovens.
Casadas, as que enganam os homens.
Orgasmos, os não síncronos
Ódios, os recíprocos.
Domicílios, os permanentes
Adeuses, os sub-ardentes.
Artes, as não rendáveis.
Professores, os enterráveis.
Prazeres, os que exprimir se podem.
Fins, os de segunda ordem.
Inimigos, os sensíveis.
Amigos, os incorruptíveis
Cores, o rubro.
Meses, Outubro.
Elementos, o fogo
Deuses, o monstro.
Decadentes, os louvaminheiros.
Mensagens, os mensageiros.
Vidas, as lúcidas.
Mortes, as súbitas.
Bertolt Brechet
Brilhante... não?
Peles, as não extorquidas.
Histórias, as ininteligíveis
Conselho, os inexequíveis.
Solteiras, as jovens.
Casadas, as que enganam os homens.
Orgasmos, os não síncronos
Ódios, os recíprocos.
Domicílios, os permanentes
Adeuses, os sub-ardentes.
Artes, as não rendáveis.
Professores, os enterráveis.
Prazeres, os que exprimir se podem.
Fins, os de segunda ordem.
Inimigos, os sensíveis.
Amigos, os incorruptíveis
Cores, o rubro.
Meses, Outubro.
Elementos, o fogo
Deuses, o monstro.
Decadentes, os louvaminheiros.
Mensagens, os mensageiros.
Vidas, as lúcidas.
Mortes, as súbitas.
Bertolt Brechet
Brilhante... não?
Sunday, January 01, 2006
Até amanhã camaradas
Para conseguir olhar e interpretar a minha vida, recorro muitas vezes a um livro que achei na casa de Vale de Cambra, a "Prosa e Poesia" de Eugénio de Andrade. Mas só hoje reparei que o mesmo tinha uma dedicatória na primeira página, que diz: "Para a Ilda, com um beijo do Manel", que são os meus pais.
Agoro tenho a certeza, que mesmo indirectamente, eles também me têm ajudado, muitas vezes, a entender a vida e o amor.
Aproveito o momento, para retirar uma poesia que me ajuda a saudar todos aqueles que posteriormente a mim e ao Couto aceitaram o desafio de escrever neste "Em nome da Liberdade".
"Sim, eu conheço, eu amo ainda
esse rumor abrindo, luz molhada,
rosa branca. Não, não é solidão,
nem frio, nem boca aprisionada.
Não é pedra nem espessura.
É juventude. Juventude ou claridade.
É um azul puríssimo, propagado,
isento de peso e crueldade."
Como diz no espaço do nosso novo camarada blogger da liberdade, Pedro Vaz:
"Perguntem aos jovens, eles sabem sempre tudo" (Provérbio Chinês)
Abraço e bom 2006 para todos!
Mais de 1000 populares no Mercado da Ribeira para desejarem Bom Ano Novo a Mário Soares
Fiz parte das mais de 1000 pessoas que se juntaram no Mercado da Ribeira para comemorar a meia-noite com o Dr. Mário Soares. Muita alegria e confiança marcaram esta entrada num 2006 de muitas lutas e muitas surpresas, tendo o candidato deixado a seguinte mensagem a todos os portugueses: "Um bom 2006, cheio de paz, concórdia nacional e liberdade"
Dr. Mário Soares, 1 de Janeiro 00:00
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